terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não sei amar

Eu não sou romântica
Eu não sei amar
Eu não ligo de volta
Eu não sei amar
Se eu fico cansada
Eu não sei amar
na hora que o telefone toca
Eu não sei amar
Quando ganho algo em troca
Eu não sei amar
Se é na hora da pipoca
Também não sei amar
Se não é do seu jeito
Nem adianta ser do meu
Se não for como você
Eu não sei amar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quem disse

Quem foi que me acordou do sonho?!
Que mentiu que era eterno
Que Nao parou os relógios
E que deixou o mundo girar?!
Quem levou o cheiro
Silenciou o mar
Deixou o riso ceder ao choro
Tomou meu coração inteiro?!
Quem disse que era pra ser assim?
Que um dia teria fim,
Que eu teria que decidir
Em que mundo devo amar?
Quem acredita que posso continuar
Dormindo sozinha depois de tudo
Passar esse quase luto
Num canto sem mal respirar?!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Parem as máquinas

Para tudo! Parem as máquinas!
Chegou a minha hora de ser feliz!

Ze fini

Acho que dessa vez eu superei. Ufa!

Blerg

Cuspindo tudo pra ver se esse gosto amargo sai da minha boca.

A verdade

Nao adianta pedir desculpas ou lutar por um perdão quando eu mesma sei que meus erros sao imperdoáveis.

Ironia

No desespero por ser amada
Recebi conselhos de amor
De alguém que nunca soube amar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E no auge da ilusão.
Achei que tudo era passageiro
So meu amor que nao.

Ouvi por ai e faz todo o sentido

Você inventa o amor e eu invento a solidão.

Sai do armário

Sai do armário.
Esmurrei a porta e ela Nao abriu .
Tentei de leve soltar a fechadura mas Nao deu.
Pois então sai do armário a forca.
Chutei a porta.
Derrubei levando quem tivesse do outro lado.
Machuquei quem estava no lugar errado, na hora imprópria .
Destrui as portas. Agora Nao há mais como fechar
Nao da pra dizer que foi culpa do álcool.
Eu abri a porta com a certeza
Sem razão e sem destino.
Mas com certeza.
E Nao me arrependo de ter aberto.
De ter saído do armário.
Ja posso sentir o vento gelado da rua no rosto. Esta frio e nada disso aqui fora Eh do meu gosto.
Mas mesmo que com lagrimas, sai do armário pra dizer que ali ja Nao podia ficar.
Sai do armário e botei pra fora tudo que eu precisava dizer.
Sai do armário mas entrei no vazio.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vazio

Havia parado de escrever fazia tempo quando resolver comprar um caderno novo.
Abriu na primeira folha, escreveu a data e largou a lapiseira.
Sempre que via um caderno em branco, um espaço vazio, logo se empenhava em preenche-lo. Mesmo sem idéias, mesmo com a mente em branco, uma folha vazia era como uma ferida Nao cicatrizada.
Escreveu palavras soltas.
Como que num ato falho, percebeu haver escrito "vazio". E começou a divagar sobre o que Eh para si essa sensação.
Pensou se estava feliz , ou se estava triste. Se sabia o que queria dizer depois de escrever vazio.

Mas Era so isso. Era vazio.
 Nao importaria o que esreveria naquelas folhas novas. Escreveria vazio.
Pensou se era a falta do amor ou se era a ausência da saudade. Se era a culpa pelo esquecimento ou se era apenas uma nova realidade.
Tentou de todas as formas, por horas, preencher com explicações o tal vazio.
Depois de muito tentar, desistiu.
Nao soube explicar o Vazio em folhas novas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Felicidade

Você aprende um novo sentido de felicidade quando abre sua caixa de e-mail e vê a seguinte frase:
"voce faz de mim uma pessoa melhor".


Pois então, tento responder à altura e digo:
você faz de mim uma pessoa mais feliz.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vambora

Quero ser sua
Essa sua de todas as horas
A sua que você quiser
A sua sem mais demoras.
Quero ser logo
Aquela que você deseja agora
Que quer desejar pra sempre
Mesmo que seja lá fora.
Quero ser todas as suas
Sem disputas ou pedir esmola
Sua mulher, amiga,
O que for...
Quero ser logo.
Vambora?!

Eu diria que escrevi

Se eu relesse essa poesia em 10 anos, diria que foi escrita por mim mesma.
Mas ela veio antes, Ideia Vilariño, e escreveu em 1955.

Canción

Quisiera morir
ahora
de amor
para que supieras
cómo y cuánto te quería.
Quisiera morir
quisiera
de amor
para que supieras.

Para o meu amor, direto do Uruguai

Poesia roubada, mas bem dedicada:

Estoy aquí

Estoy aquí
en el mundo
en un lugar del mundo
esperando
esperando.
Ven
o no vengas
yo
me estoy aquí
esperando.

(1968, Idea Vilariño)

(2010, Montevideo)

Escribo Pienso Leo

Escribo
pienso
leo
traduzco veinte páginas
escucho las noticias
escribo
escribo
leo.
Donde estás.
Donde estás.

(1968, Idea Vilariño)

(2010, Montevideo)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O amor é isso

Recebi de uma pessoa especial e resolvi postar:


"voce ta certa
eu tinha razao
mas do que me serve a razao,
se o que eu soh quero 
eh voce?
te amo"
Giulio Calvosa - 11/10/2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Se tudo

Se Voce me liga muito eu reclamo
Se eu falo pouco Eh pq Nao te amo
Se sou muito liberal voce acha demais
Se abro mão de tudo Nao quero mais
Se vc Nao esta, a roupa Eh mto decotada
Mas se vc está eu to "gostosa e sarada "
Se eu Nao quero falar vc fica triste
Se a gente Nao se fala o amor persiste
Se vc Nao me procura eu vou atras
Mas se vc vem mto Eh coisa demais!
Se eu saio de noite vc surta
Mas preciso aproveitar, a vida Eh curta!
Se o sinal cai vc se desespera
Mas qnd dirijo vc me espera
Se a gente briga, recebo flores
Ai, essa minha vida de amores...!
Se vc me esquece eu nem sei
Cade aquela mão q eu te dei?!
E se vc me diz que vem
Fica tudo zen!
"Eu, te espero, meu bem!"
E se tanta coisa Eh diferente
Eu sei que a gente sente
Que muito pode dar errado,
Que muito podemos brigar,
Mas que pra sermos namorados
A gente so precisa se amar!

Quero tudo

Hoje eu queria chegar em casa e te encontrar
Ver Voce dormindo do meu lado
Pensar como Eh gostoso te amar
Ter Voce pra sempre meu namorado.
Eu queria passar o tempo inteiro
Sábado domingo e todos os dias
Sem olhar relógio e ponteiro
Viver so de alegrias
Queria andar de mãos dadas
E dizer no ouvido bem baixinho
Que mesmo quando Nao há nada
Sinto aquele friozinho.
Quero ficar pra sempre romântica
Boba, apaixonada, e louca
Quero esquecer a semântica
E suspirar com a minha voz rouca.
Quero liberar a minha vontade
Nao segurar em nada o tesao
Quero amar de verdade
Entregar corpo e coração.

Quero Nao dormir com Voce
Quero sentir seis vezes e mais outra vez
Quero Nao saber o que fazer.
Quero perder minha sensatez.

domingo, 26 de setembro de 2010

Apagou!?

Fácil esconder quando broto
Enquanto eh torto
Ou se finge de morto.
Mas depois nao há mais jogo
Fica complicado apagar o fogo. 
Eh preciso dizer tudo logo.
Pois nao quero abrir o olho
E perceber que foi consolo
Esse recreio de um sonho
Que nunca chegou ao fim
Porque nunca teve inicio.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O meu amor

Estou certa de que eh isso.
O amor eh isso.
Eh querer muito alguém
Não se importar com mais ninguém
Falar baixinho meu bem.
Eh pedir so mais 5 minutinhos
Acordar de mansinho
E sorrir mesmo sem ter motivo.
O amor eh assim, feliz!
Calmo e esperançoso,
sutil mas poderoso.
O amor eh conquistado
Aos poucos enamorado
E de vez em quando ate da errado.
Mas amar também eh arriscar
Correr atras e lutar
Eh deixar a vida levar
E ser feliz com voce.
Meu amor.
 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Realizações pro ano novo

Prometo não sentir culpa a toa
Saber ao certo reconhecer o erro.
Não julgar a mim mesma por nada
E ser uma pessoa um pouco mais calma...
Prometo dizer não quando necessário
E nao escolher as coisas ao contrário.
Prometo não ter medo de ser feliz.

Desculpas

As vezes eu só não sei amar
As vezes eu só não quero falar
As vezes eu quero apenas malhar
Ou ficar sozinha de canto.
Eu gosto do meu tempo
Sou egoísta em muros momentos 
E te deixo louco com meus tormentos
Mas voce não sabe como te quero tanto!
Mesmo que eu feche meu coração
E diga bem alto que não
Não leve fe na minha indecisão
As vezes eh so um show, um pranto .
Desculpa por ter falhado
Por ter deixado voce de lado 
Por voce ainda não ser meu namorado.
Desculpa por tudo. Voce eh um santo!!

Risos,
Samara

Pedido oficial

As vezes eh só pedir desculpas.
Como se a palavra exprimisse tudo
Isentasse-nos da culpa. 
Como se tudo fosse resolver simplesmente assim, com uma só palavra.

Pois se eh pra dar tanto poder a uma única palavra, a um único gesto, que seja um som bonito, uma fonética penetrante, uma música inesquecível.

No ritmo das minhas desculpas, não quero tornar simplório algo tão simples.
Quero poder carregar todo o peso das minhas mas ações e reverte-lo em um sincero reconhecimento dos erros.

A palavra pode ser suave, e eh nessa suavidade, na voz calma, que esta o valor da humildade.
Não quero ser alguém sem arrependimentos. Quero ser uma pessoa que sabe que errou. E que aceita seu próprio erro, para depois deixar egoísmo e o orgulho de lado, dividindo a deliciosa palavra: desculpa.

Hoje, não quero apenas desculpar -me com todos a quem destratei o fiz algum malefício, quero poder também desculpar a mim mesma. Me perdoar pelos erros que eu tive e que as vezes nem pude ou nem quis me perdoar.

Antes de apenas distribuir desculpas por aí, de assumir ao outro que errei, vou parar um momento pra reconhecer que não sou perfeita. Que não somos perfeitos. E que não ha nada de errado nisso.

Peço desculpas aos meus pais. Aos meus irmãos. Aos meus amigos. E a todos que puderem reconhecer que as vezes, nos simplesmente erramos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ele vem

E esse cara que diz me amar
Vem me visitar
Novembro próximo.
Sem medo de errar
Arriscando tudo no ar
Ele vem porque esta certo
Que lá longe não da pra ficar.
Ele vem me amar.

domingo, 12 de setembro de 2010

Descobri

Já conheci vários homens
Já estive em varias camas
Ja beijei muitas bocas.
Mas no final
A única que quero a sua.
Não faço a menor questão
De conhecer outros caras
Vou ser pra sempre sua namorada
Passeando de mãos dadas.
Dormindo abraçada
E dizendo que se não fosse por voce
Eu nunca saberia o que eh o amor
Nem o verdadeiro significado de ser feliz.

sábado, 4 de setembro de 2010

E se

E se isso for o amor?
Calmo, tranquilo, sereno...
E se não houver aquele turbilhão 
Aquele frio na barriga
Ou o medo e o desespero ?!
E se eu não sofrer nem um pouco,
Se eu for segura demais
E não souber ficar em paz?
E se não tiver paixão ?
Só aquela solidez, na monotonia da razão ?!
E se for normal ser feliz,
Mesmo sendo algo que eu nunca fiz?
Será que alguma vez eu já quis?
E se eu amar errado,
Do lado avesso
No oposto, ao contrário,
Se eu só amar sem namorado?!
E se eu esquecer de mim?
Vivendo apenas ao outro
No sentimento nada louco
De quem vai ficar pra sempre assim ?!
E se ele um dia propor, eu falo que sim??

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se

E se eu quiser desistir?
Se eu achar que pra mim não da?
Não quero errar.
E se tudo for aquém?
Ou for alem do meu sonho infantil de nunca ficar sozinha?
E se eu não souber mais quem sou?
Se eu esquecer meus desejos e optar por uma coisa qualquer?
E se eu não for mais exigente?
E se a minha obsessão não estiver do meu lado?
E se tudo der errado?

E se eu nunca tiver amado?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Necessidade

Eu preciso.
Preciso todos os dias ouvir a mesma coisa.
Pode ser eu te amo.
Pode ser não vivo sem você .
Pode ser não quero te perder.
Eu preciso ter certeza todo dia.
Preciso do seu olhar pela manha,
Do seu sorriso quando acorda
E do seu abraco pra dormir.
E quando não houver palavras
Quando nos faltar os verbos
Eu vou dizer apenas com meus gestos
A declaração mais bonita que alguém pode ouvir.
Posso ate gaguejar
Mas não vou resumir
Vou com todas as letras ser mais feliz do que nunca .

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Thinking of you

Assim, meio do nada, me dei conta.
Depois de analisar
De comparar e de pensar
Depois de entender que sim,
Talvez seja você
Tudo isso que quero di meu lado.
Dirigindo no carro
Num momento comum
Percebi através de letras bobas
O signficado de ser tchola.
And there i was
Thinking of you
Thinking about all the things we had
E lembrando de tudo que eu terei com você.
Pode ser que tenhamos que esperar mais tempo
E que o destino de seus tropecos.
Mas at this time eu me dei conta
Que não estou doente e nem cega de amor
Estou acordada, consciente dos meus atos
Medindo cada passo por saber que ocaminho eh certo.
Já errei por outras vias
Já me perdi em outras esquinas.
Mas dessa vez, parei o carro.
Parei pra ouvir com todas as letras
O que eu quis dizer a vida toda.
E atraves de outras bocas
E das vozes mais piegas do planeta
Eu sei que foi você quem me disse tudo.
"i wish that i could look into your eyes...
Thinking of you, what do i do?"

domingo, 8 de agosto de 2010

Juntos

Eu achei que paixão fosse doença.
Vivi o tempo todo na crença
De que teria que ser louco pra ser real.
Que nunca teria nada igual.

Pois eu não quero nada igual.
Quero este novo romance
Em que não tem jogo nem lance
E segurança eh o principal.
Quero essa vida real.
Onde meu namoro eh leal
E o nosso desejo eh nosso.

Quero acordar do seu lado,
Dormir colado, ter você, namorado.
Quero essa paixão calma,
essa deliciosa segurança de que você eh meu
De que vamos ficar juntos pra sempre enquanto pudermos.

Sem ter que prever futuros
Sem esperar demais da esperança
Apenas eu e você juntos
Enquanto juntos formos mais serenos e certos
Do que somos ao longe .

Você

Bobo
No sorriso, na palavra, no gesto .
Feliz
Na paixão, no romance, no medo.
Lindo
No café, no almoço, no jantar.
Triste
Na saudade, no medo, no fim.
Forte
No desejo, no braço e na vontade.
Seguro 
De si, de mim, de nos.
Certo
Ontem, hoje e pra sempre.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Baguncei

Baguncei a sua mesa
Molhei seu banheiro
Dominei a sua cama.
Te deixei maluco
As vezes irritado
E talvez apaixonado.
Te pedi em namoro
Não dei mole pra outro
E fiquei do seu lado.
Não pedi muito em troca
Não desejei alem
E tudo acabou assim.
Não tenho mais quem expulsar da cama
Minha bagunça não incomoda
E meu namorado foi embora.
Fica comigo pra sempre essa noite?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Apenas uma flor

Um campo sem rosas
Um gramado verde, aberto mas sem nenhuma rosa.
Mas um dia houve uma rosa neste campo.
Uma rosa sem cor, uma rosa sem cheiro e talvez sem amor.
Uma flor que nao podia representar nada alem da sua propria existencia.
Mas que podia emocionar a esperanca e dar a mao ao tempo.
Enquanto em campos comuns varias rosas murcharam mais cedo,
houve uma entre elas que desabrochou em silencio.
No meio dos bichos, das feras e do inospito mato, essa rosa permaneceu viva.
A todas as estacoes, nos invernos e veroes, essa rosa sobreviveu.
As petalas sem cor, o caule sem cheiro...
Mas nao importa.
Mesmo fora do seu ambiente e mesmo nas chuvas e secas. Essa rosa permaneceu de pe.

A minha rosa, minha avo Rosa, sobreviveu a este infertil campo.

18/07/2010

Concentracao de novas memorias

nao conheci meu avo.
ele morreu antes de eu nascer, no brasil.
mas hoje pude caminhar sobre os seus pés, como criancas que brincam de dancar com os mais velhos.
de cracovia para auschwitz, o trajeto que henryk maultasch fez com tristeza, faco hoje com uma leve alegria no rosto.

nao conheci meu avo. mas consigo imaginar o que ele me diria quando decidi vir pra polonia.
talvez ele dissesse: "samara, por que voce vai la? nao tem nada pra ver la!
E eu diria: quero entender de perto o que voce passou...
E ele entao retrucaria: "as humilhacoes passam, as dores se curam. a tristeza cessa e a integridade eh reconquistada. nao eh necessario ver isso de perto.

meu avo, apesar de todo o sofrimento passado, nao gostaria de me ver assim, como ele esteve.
como ele mesmo dizia aos seus filhos, minha mae e tios, a coisa mais importante do ser humano eh o seu conhecimento. o estudo.
talvez ate seja por isso que eu esteja ha 7 anos na faculdade...
ironias a parte...

ele diria: "voce pode perder tudo, mas o seu conhecimento nunca poderao tirar de voce. mesmo que se perca o orgulho, que se esqueca pudores e que se submeta a "nuncas" antes ditos, a vida continua.

e eh por isso que venho aqui hoje. pra mostrar que a vida continua. que a vida dele continuou e foi tao prospera que trouxemos 2 amostras deste resultado pra essa viagem.

nao vou chorar o sofrimento. nao vou sentir culpa.
vou sorrir e agradecer a todos aqueles que lutaram por nos e que, sobrevivendo ou nao, nos mostraram o verdadeiro valor da vida.

meu avo nao me conheceu. mas eu, de certa forma, o conheco como nunca.

samara maultasch de oliveira, auschwitz, polonia - 17/07/2010.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Nada doi mais

A pior dor de todas é pensar que te fiz algum mal.

...

Assim, do nada, coloquei minhas mãos nas suas, tentei acalentar-me em você. Encostei os olhos fechados e pisquei no seu pescoço.
Uma da manhã. Era tarde. Já estava apaixonada.

De verdade:

Tudo mentira.
Obra do desespero,
Grito do medo,
Último suspiro de um corpo,
Receio do apego,
Fim da hora do recreio.
Tudo da alma,
Da dor que não acaba,
Da fossa sem água,
Dessa saudade que não passa.

Na fila

Aguardo um transplante de coração.

Aviso na placa

"Em extinção".

Me devolve?

Perdi toda a razão que nunca tive.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Abstinência

Depois de dez dias,
acho que posso dizer.
Que toda essa agonia
serviu pra reconhecer
que eu de verdade não gosto
nem um pouco desse você.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Promessa

Juro que não falo mais sobre aquilo!

Ou isto, ou aquilo

Ou não tô nem aí.
Ou morro pelo que não vivi.

Assumo

De todas as raivas,
Em todos os arrependimentos
E a cada desculpa,
Tenho sempre que reconhecer
Que a dona de toda essa culpa
É fruto destes loucos sentimentos.

Não, acredite, nunca é você...

Sabedoria

Aprendi que a dúvida pode ser uma das melhores amigas da vida.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Iré a São Paulo un día

"No he dominado nada
tuyo, nada de ti
se me ha rendido, estás
como te conocí,
y si te doy la mano

o te rodeo con ella
la cintura, me cuesta
todavia acoplarme
a tu temperatura,
porque te temo aún.

Vienes de una ciudad
febril como me gustan,
sin pausas y sin cielo,
una ciudad que no
descansa de su angustia,

iré a São Paulo un dia
a devolverte algo"

Fabio Morábito

terça-feira, 11 de maio de 2010

Zéfini II

De todas as faltas,
Da ausência que senti,
Da presença que não esteve.
Da procura não encontrada,
Da busca ignorada,
Do desejo renegado,
De você não ser meu namorado.
De tudo isso que não tive
Do que sinto mais saudades
Não é desse passado.
Mas de todas as histórias de amor
E de todo os presentes que eu não vivi.

Inversamente proporcional

Ao final, quem mais pediu pela paciência foi quem menos a teve.

Zéfini

Não quero ser sua amiga.
Não quero saber de você.
Vou fingir que nunca senti nada.
Se eu não sou sua namorada,
Prefiro ter a sua vida ignorada.
Não posso mais fingir.
Nem sei de onde vem agora tanto autocontrole.
Mas não quero mais saber de você.
Acabou qualquer memória.
Qualquer chance de uma nova velha história.
Cansei.

Só a mãozinha

Qual a culpa pelos erros do coração?
Se eu pagar por eles, recebo o seu perdão?
Prometo não repetir!
Me dá a sua mão?
Só uma vez, deixe-me fazer o que preciso com você.
Submeta-se sem medo.
Vou devagarinho...
Não vai doer.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

3 palavrinhas

- Oi?!

- Oi, tudo bem?

- É. E você?

- Faz tempo, né.

- Faz... Muito.. Uns dez anos?

- Ou mais. Foi quando eu

- É. Mais ou menos por aí.

- De aliança?

- Só de vez em quando.

- Hehe... Agora?

- Sim. E você? Dedo limpo?

- É. Eu nunca.

- Sempre soube. Você não é desses...

- Não entendi.

- Assim, meio pra casar...

- Como é?

- Deixa pra lá.

...

- Hunpf.

- Você não vai?

- Pode ir na minha frente.

- Primeiro as damas.

- Olha... Eu preciso dizer

- Não precisa. Não adianta dizer mais nada.

- Eu sei, mas é que você nunca...

- Eu sei. Não tem problema.

- E se for só no quando em vezes?

- E pode isso?

- Poder, não pode não. Mas...

- Será que dá problema?

- Quero muito.

- Eu também.

- Posso tirar?

- Deixa que eu tiro.

...

- Eu esperei tanto...

- É...?

- Só 3 palavrinhas...

- Não diga nada...

- Não vou dizer.

Achada

Dedo na boca.
Pés no chão
Novos sorrisos
Nessa multidão.

Eu que tava perdida
No meio da confusão
Descobri a saída:
Não choro mais em vão.

Felicidade V

A felicidade está 5 anos abaixo, e não 5 anos acima.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pronto, falei!

Morro de medo dessa nova realidade.

Lei da recompensa

Quando criança ninguém me avisou.
Que muita gente no mundo não age nem pensa
Como na lei da recompensa.
Uns ficam apenas esperando vir
Tudo que o outro pode dar em sua mão.
E nem levantam do colchão.
Tem aqueles que não querem saber
E quando simplesmente dá na telha
Te colocam assim, sentada na grelha!
E ainda existe aquele que diz
Que resta um pouco de vontade
Nesse negócio de dar e receber.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Reconhecimento

Às vezes só o que resta é reconhecer: parabéns pela paciência!

2667

Amor. Anos bons sem uns. Às vezes cons... Quero mais.

Vocabulário

Nas memórias das minhas palavras, procuro novos fonemas pra dizer ao mesmo sujeito tudo que disse mas não pude dizer.

Pedido calado

Falta de palavras.
Quem me dera não ter nada a dizer.
Quem me dera ter o silêncio na boca
e a alma calma.
Faltam palavras...
Mesmo quando falo além da conta,
Sempre sobra algum conto calado.
Fica aqui do meu lado,
que eu explico como vai ser:
Gosto muito de você!
Quer ser meu namorado?

Nua

Palavra seca, crua sem floreios, direta, sem emoção, caída ao chão.
Sem metáforas, ou discussão.
Sem margem à dupla interpretação.
Sem deixar rastro nem levar a outra ação.
Apenas a palavra, nua crua, suada.
Direta. Saída da boca. Fechada.

PH

Cansei de ph ácido. Agora só tomo leite básico, de fácil digestão.

Dia do fico

Não volte.
Deixe tudo como está.
Nessa realidade que eu já sei lidar.
Brincando feliz de sonhar.

Não volte.
Não arranque de mim o que é meu.
Finja que o erro não aconteceu,
Entre mim e você foi mais o que se deu.

Não volte.
Se não for pra mim.
Se não é pra ser assim...
Fique bem longe ou diga logo sim!

Ok. Volte, então!
Diga qualquer coisa ao meu coração.
Mesmo que seja um não.
Acabe com essa aflição.

Volte de uma vez!
Faça comigo o que nunca fez.
Vamos viver sem sensatez!
Quero ser feliz com você...

Medo

Medo de não ser tanto...
E de ser tanto demais.

Humm

Ao invés de três, posso dizer quatro palavrinhas?

Desesperação

Ai, que aflição!
Meu coração na mão,
Minha ânsia igual a um vulcão
Meus pés que não tocam o chão!
Cadê você? Que não diz sim,
Mas também nunca diz não?

Vamos assassinar a ilusão!
Acende logo esse canhão!
Não aguento mais indecisão!
Acaba de uma vez com a obsessão!
É tanto tanto que nem dá pra falar,
Só consigo fazer exclamação!

Ai, deus, que aflição!
Vou arrancar fora meu coração
Dizer que não adianta, não tem solução!
Que ele pode chorar, mas não tem mais paixão.
Nem mesmo às vezes um leve tesão.
Preciso parar de apertar o botão!

domingo, 25 de abril de 2010

Na estação, uma luz!

Raro transcrever frases e poesias de outros, mas essas duas merecem destaque. Não sei se por definir muito da minha personalidade, ou se apenas por expor a sensibilidade, mas Andy Warhol soube bem dizer em poucas letras, duas grandes verdades:

"O sexo é uma ilusão. O mais excitante é não fazê-lo".

"A fonte dos problemas das pessoas são suas fantasias. Se você não tivesse fantasias, você não teria problemas, porque você aceitaria qualquer coisa que estivesse na sua frente. Mas aí você não teria romance, porque o romance é encontrar fantasia em pessoas que não são sua fantasia".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ofegante

Assoprando pra ver se os ventos mudam de direção.

Queria ficar parada!

Não estou pronta pra nada:
Não sei se quero ser namorada,
Mas não aguento ser rejeitada.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Descarrego

Sai de mim que este corpinho não te pertence!!

Permissão

Você me permite enlouquecer,
Dizer tudo o que eu já disse,
Mas que continua entalado na garganta?
Você me permite ser feliz com você?
Estou tão perto da felicidade...
Me deixa provar um pouco dela...!
Você me permite tentar de novo?
Me permite fingir que nada ruim aconteceu
E que estamos fazendo tudo pela primeira vez?
Você me permite sonhar acordada?
Invadir a sua boca e o seu pensamento?
Morar na sua intimidade,
Ser a sua privacidade?
Me permite apagar os tristes e construir os felizes?
Me permite acreditar que fizemos de tudo?
Que fomos ao limite?
Que as desculpas foram reconhecidas
E que os medos foram demitidos?
Me permite viver com você,
Já que sozinha não sei o que fazer?
Me permite ao menos dizer que ainda sou louca por você?
Me permite dizer só 3 palavrinhas?

Hojes

A gente não precisa ter um sempre.
Pode até ter futuro incerto.
Posso ser feliz em alguns momentos...
Só quero ter muitos hojes.

Outra vez

Queria ter esse prestígio.
Ouvir o que dizem e dar um sorriso.
Sentir com áudio o orgulho que tenho.
Proclamar que amo esse vício.
Queria apagar meus erros todos.
Me desculpar pelos exageros...
E tentar mais uma vez:
Vamos começar de novo?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uiii!

Meu peso não tem 3 dígitos,
Meu rosto tem pouca espinha.
Tenho de leve um corpo bonito
E uns dizem que tô até gostosinha.
Nesse mundo tão imprevisível
Quem não mostra a que veio
Se torna ser inatingível,
Fica apenas a passeio.
Portanto hoje meu vício
Vai virar outro objeto
Que é melhor não falar em comício
Pra não ficar indiscreto.

?

- Como assim?

- Foi assim... Meio rápido...


Tão rápido que eu nem vi...

Lema

A partir de agora, sigo pra sempre minha intuição.

Carta próloga do amor

Eu sou louca, maluca e todo o resto.
Mas a cada dia penso mais ainda em você.
É como se pensar em você dissesse o que quero pela frente.
Ainda não tivemos nada. Ainda nem nos conhecemos.
Mas é como se eu soubesse todas as suas qualidades.
Como se eu já esperasse um muito de tudo.
Tenho medo de gostar muito de você.
Tenho medo de ficar dependente!
Tenho medo de rir demais e dançar valsa até ter calos.
Tenho medo de viver demais!
Tenho tanto medo de amar errado...!
E mesmo que seja tudo muito rápido, ou que você nunca seja meu namorado, já sinto um dia ter te amado.
Até para, apenas, mais uma vez amar.

Ainda morro quando não há gentilezas.
Ou quando o bom dia parece forçado.
Mas sei que tudo faz parte do caminho.

Às vezes receio viver no prólogo. E até continuar na contra-capa.
Mas depois de tudo que tivemos, sei que ainda vale a pena amar livro rasgado.
Só continuo com medo de nunca mais amar o amor.

Em breve, cenas dos próximos capítulos...

Deliciosamente ansiosa
Pra viver de novo!
Louca pra criar uma prosa!

Por essas e outras

Por isso.
E por tão pouco,
Por tanto e por cada.
Por não saber
Por não ter.
Pura roubada.
Por pensamento,
Por tudo,
Pôr? Nada!
Por intuição...
Por hora,
Portanto!
Porém por tanto,
Ainda nada.

Looping

Não tem jeito.
Ou me dou muito,
Ou não me dou nada.

Caso resolvido

Resolvi fazer uma resolução
Depois de rezar
E de procurar solução
Assumo sem ressentimento
Que meu pensamento é raso:
Virei egoísta!

sábado, 10 de abril de 2010

Todo ditado popular, vem sempre a calhar!

Escrevi em 2007, mas é atemporal!


Ditado popular



De grão em grão, a galinha se encheu.
Mas eu pergunto:
A galinha era ele, ou era eu?

Mais uma das antigas que gosto muito!


De todos que existem
A apatia é o pior mal
Nas trevas que residem
Qualquer sentimento é tal
Que por maior que seja a dor
Ignoro a hipótese do horror
De nada sentir.

Mentir que gosto da raiva
Serve pra proteger
O masoquista não pensa.
Apenas sente o meu prazer.

No estágio da irrelevância
Percebo que lá no fundo
O que não se esquece é a importância.
E por mais que todo o mundo
Diga não conhecer este lado
Bem sei eu que tudo é ânsia
De a ninguém pertencer.

(de junho de 2007)

Poesia do P


Um pé parado no ponto
Pronto pra pisar
Amassar o podre
Purificar o prato
Cheio de preconceito
Que o padre não soube curar

A pedra no caminho
A ponte, um desvio
O peso e o torpor
Pra uma pessoa sem valor
Parece palhaçada
Parte de uma piada
Prefiro permanecer
Aqui, então, parada.

(poesia escrita em abril de 2007)

Intestino

Ele me chama
Eu digo:
Calma!
Se de novo ele reclama
Eu obedeço.
Às vezes é assim,
Às vezes é o oposto
Numa relação perfeita,
Sem egoísmo.
Apenas prioridades. 



(esta poesia é de 08/05/2008, mas vem muuuito a calhar neste momento da minha vida)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Estimação

- Não quero saber esses seus detalhes.

- Não era isso que você me dizia quando me conheceu...

- As coisas mudam, Léa.

- As coisas mudam sim Ricardo. E você, pelo visto...

- Pelo visto, o quê?

- Se tornou esse homem arrogante que você é!

- Você também não a 'moça fina' que me dizia ser...

- Nunca te disse nada disso! Você acreditou em uma mulher que queria ter do lado! Nunca me viu de verdade!

- E as crianças, Léa? Como vão ficar? Na sua casa e eu visito nos finais de semana?

- Que crianças, Ricardo! A gente não tem filhos!

- E o Bob e a Juju...?

- Pode levar a Juju...

- Hum... Vou sentir saudades do Bob...

- Já já ele morre... É bom pra desapegar...

- Você é uma bruxa, Léa!

- Não... Só estou é com muita raiva de você.

- Quando foi que acabou a paixão?

- Logo depois da sua viagem...

- Depois do sexo?

- Não... Acho que depois do sexo descobrimos o que estava na cara.

- Você foi a única mulher que eu amei, Léa.

- Você foi o único com quem tentei.

- E se você não fosse...

- Se eu não fosse, Ricardo... Ah! Se eu não fosse...!

- Te cuida, Léa. Você sabe que eu te am

- Não fala mais nada, Rico.

- Você não me chama de Rico desde Paris.

- Eu sei... E se a gente...?

- Será?

- Por que, não?

- Léa...

- Rico...

- Hum...

- Tá tarde... Não é melhor deixar pra outro dia?

- É... Você se importa?

- O sofá não é confortável...

- É né... E só por hoje, não tem problema...

- Tem nada!

- Tem nada.

...

Pela manhã, Bob lambia quatro pés na cama e Juju cantarolava verde.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Controle de qualidade honesto

Direto da fábrica, em todos os homens devia ter o dizer: "produto perecível".

A quem servir a carapuça

O problema de achar um homem que valha a pena é descobrir depois que ele não valia nada.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O sustentável peso da vida

Ele lia calmamente. Apenas intercalava a leitura a uns tragos no cigarro. Batia a cinza suavemente e outra vez se concentrava no livro. Eu tinha reparado logo de cara. Ele tinha, assim, um brilho em algum lugar. Mas achei que tinha sido só pelo esbarrão que demos no saguão do hotel.
Eu vinha de um lado, ele na direção oposta e... pá! Demos de cara e ficamos sem graça. O elevador estava no último andar e o calor me deixava mais tensa do que de costume. Ele olhava disfarçadamente, de rabo de olho e com o queixo abaixado.
A gringa entrou primeiro. Eu fingi uma distração e ele foi entrando também. Depois a gringa apertou o andar. Eu me encolhi junto aos botões.

- Licença - ele disse cheio de charme com um sotaque que, imagino eu, era de Minas.

Subi nervosa até o quarto andar. A gringa saiu engolindo a casquinha derretida do Mc Donalds.
Até o sétimo seria apenas uns 20 segundos. Não consegui esboçar nada... Joguei um charminho pelo espelho, fingi procurar algo na bolsa, balançando o cabelo e segurando o óculos com a haste na boca.
Ele olhou de rabo de olho e queixo abaixado...

...

A piscina estava uma delícia. Deitei na espreguiçadeira, liguei o fone e relembrei bons momentos.
O sol torrava meu corpo e eu apenas relaxava despreocupada.
Passei uma hora assim, ou até mais. Nem sei. Levantei para ir ao banheiro e me deparei com o título: "A insustentável leveza do ser".

Voltei do banheiro e o vi ali. Sentadinho num canto, espremido entre as plantas, ignorando o mundo ao redor.
Olhei de novo.

- Oi.

- Oi.

- Hum... "A insustentável leveza do ser"!

- É...! Você já?

- Já. Algumas vezes. Gosto muito. Milan Kundera. Grande escritor. Foi proibido e tudo.

- É! Você conhece?

- Sim. To lendo um outro dele. Esqueci o nome agora. Dei um tempo porque fiquei chateada com o final da história do cara com a menina... Dei um tempo...

- Sei...

Nossa! Eu nervosa falava muito. Não continha nada. Tentava me conter, mas era difícil.

- Você não é daqui...

- Não. Sou de

- Sei... E você tá lendo Milan Kundera.

- É! Hehehe... Muito bom.

- De capa dura! Para poucos... Adoro homens de capa dura.

Ops! Livros, ai, deus, desculpa, pensei em dizer. Mas não deu tempo. Ele ria graciosamente.

...

- Você não quer?

- Hum... depois do livro, lógico!

- Esse livro tem história...

- Tem mesmo. Pra todos, né!

- É...! A sua...?

- Talvez diferente da sua. Não tem capa dura...

- Hahahaha. Você quer?

- Hum... Vamos?

...

Descobri que é na insustentável leveza desse ser, parafraseando Milan Kundera, que a gente reconhece as ironias do destino, capazes de sustentar o peso da vida. Às vezes a sério, às vezes de brincadeira.

Gig

Me proíbo de dizer qualquer palavra velha.
A partir de ontem, tenho vocabulário novo.
Cheio de expressões que não consigo disfarçar na face.
Saturada de verdades, assumi:
Estou amando essa nova versão de identidade
Que uma vez achei ter perdido pra sempre.
Estou de certa forma totalmente apaixonada.

Delícia

Predominantemente egoísta.

sábado, 27 de março de 2010

Doente

À beira da cura um soco no estômago.

Egoísta

Retiro todos os meus elogios
E reitero com força a minha máxima egoísta.
Se for pra doação absoluta
Que seja meu próprio corpo o fruto desse vício.
Parei de brincar nessa luta.
Antes me jogar nesse precipício
Porque ao menos sozinha
Sei quando tudo é verdadeiro
Conheço bem quem vem em primeiro
E não esqueço de dar bom dia no dia seguinte.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fantasia

- Não?

- De leve, assim, ainda um pouco...

- Só um pouco?

- É. Só quando eu tento...

- Tenta o que?

- Você sabe...

- Sei não.

- Como não. Você já deve ter passado por isso antes.

- Não, nunca! E nem pretendo!

- Nossa, amor! Que horror!

- Amor? Como você me chama de amor numa hora dessas?

- Desculpa. Quebra o clima né! Nada a ver...

- Nada a ver mesmo. Agora  a gente vai ter que começar tudo de novo, linda!

- Linda? Linda é o cacet...!!!!

- Nossa! Pra que tanta agressividade nesse tom de voz?

- Você não queria assim? Reclamou do meu "amor"?

- Um pouco. Mas era mais pra fazer charminho.

- Pois então bem feito pra você! Porque agora nem com charminho, nem sem charminho, a gente vai até o final nisso aqui!

- Até o final você vai e eu não quero nem saber!

- Vai me forçar?!

- Não era esse o combinado?

- Não! Nããão e não!! Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!


...


Acenderam o cigarro e dormiram lado a lado.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Carta póstuma do amor

Pode me chamar de maluca. Louca ou qualquer coisa.
Mas a cada dia gosto menos de você. E a cada dia que gosto menos de você, tenho mais saudades de gostar de você.
Nunca tivemos nada certo. Nunca nem tivemos qualquer coisa. Mas é como se gostar de você fosse o suficiente pra eu gostar mais de tudo.
Eu não sei o que fazer agora, que já não gosto tanto de você.
Tenho medo de não gostar de mais ninguém. Tenho medo de gostar de alguém que não tenha as suas qualidades. Que não seja tudo aquilo que eu gostava em você. (e que ainda gosto, de alguma maneira).
Tenho medo de gostar de alguém que não saiba rir. Ou que não goste nem um pouco de dançar valsa.
Ou de alguém que reprima minha boemia.
Tenho tanto medo de amar errado...!
E por mais que não tenha dado nada certo, sei que de alguma forma acertei em ter te amado.
Nem que seja pra, na próxima vez, amar um novo não-namorado.

Ainda morro de medo de te ver com alguém do lado.
Mas quando imagino você por perto, não sei o que sentir.
Sinto um vazio por o "a gente" não ter existido... 
Mas me acalmo quando sei que essa ausência foi de certa forma uma presença.

Tenho medo de perder a essência do que senti por você.
E tenho muito medo de você esquecer de tudo que não tivemos.
Tenho medo de nunca mais amar o amor.

Mentirinha

Vivo vivendo o amor
Que na minha vida
Tem enorme valor.
Mesmo que sem dono...
Ou até depois da dor
E depois do abandono!
Vivo vivendo o amor.

Na sequência dessa dividida
Cheia de tanto louvor
Esqueço de fechar a ferida.
Sempre em busca da partida,
Repito novamente o amor
Que finjo amar nessa vida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Felicidade

Felicidade é músculos doendo.
Roxos pelo corpo.
Momentos inesquecíveis.
Olhar no espelho e rir à toa.
Lembrar de coisas que nem sei.
Achando graça em piada boba...

Não ter como descrever
Que foi o melhor do mundo!
Nem conseguir prever
Algo maior e tão profundo
Quanto a vontade de repetir tudo
Agora, amanhã e depois...
Pra sempre!

terça-feira, 2 de março de 2010

Egoísta

Do meu tempo vivo muito.
De tudo quero muito.
Não espero companhia,
Nem quero ninguém ao meu redor.
Quero chegar em casa no fim dia
Sem ter que ligar ou preocupar alguém.
Não sei porque chego a tanto desdém,
Mas tenho sido bem feliz assim:
Totalmente egoísta.

Jeito

Uns viveriam de dinheiro,
Outros fariam da vida um rodeio.
Alguns diriam que tudo é certeiro:
Não tem hora pra recreio.
Tem gente por aí sem recheio...
Que esquece o que é ser inteiro.
Que vive a vida no ponteiro
E até que descobre a luz em um isqueiro.
Mas eu não sou desse meio.
De gente que rima pão com centeio.
Ou que ignora a que veio.
O que importa nesse roteiro
Mesmo que eu não acerte em cheio,
É que seja do jeito que for,
O meu único desejo
É viver pra sempre de amor.
 

Pregão

Achei a solução
Pra parar de ter tanto sonho vão.
Decidi de uma vez,
Que pelo menos essa noite, não!
Não vou dormir!
Vou ficar acordada,
Com os olhos fora d'água
Esperando o dia amanhecer.

De mim mesma

Lá no fundo percebo que ainda sobra
No meio de tanto vício,
Fugindo das desovas
Após cada doença,
Que ainda me resta um resquício.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Magia do carnaval

Sob o inesperado sol da quarta de cinzas, uma escola se despede do grupo especial.
Não poderia haver ironia maior do que ver um enredo sobre o México ser rebaixado.
Sem ofensas à Frida e sem querer irritar os maias.
Apenas a constatação de que às vezes o destino toma outras vias.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Conexão Rio-Sp

Meu!
Mina, massa esse mano maloquero!
Me dá uma manera de me aproximar da treta.
Quero ver se a irmandade ta na mesma!
Meu, mano, sério.
Nessa quebrada nem mesmo eu quero me meter.

Se não for com m forte e sotaque de paulista,
Prefiro ficar sem m nenhuma.

Memories...

Minutos da ponte aérea,
Me lembram dias afogada em terra.

Flor

Quero uma flor.
Nova em todas manhãs.
Quero lírios e rosas,
Cravos, jasmins, seja a que for.
Quero cheiros novos.
E pétalas em cor.

Quero uma flor
Nova a cada segundo.
Pode até ser um cacto,
Ou planta de outro mundo.
Quem sabe uma margarida
De um amarelo bem profundo.

Quero toda a fauna na palma, quando a minha estiver na sua.

Barraca

Vende-se poesia!
A quem quiser um pouco de nostalgia,
Na minha barraca posso vender.
Faço promoção do dia
Vendo fiado e a prazo.
Até vendo a prazer,
A gosto da freguesia.
Vendo melancolia
E histórias que nem são vividas.
Uns discos de outra melodia
E a crua da apatia.
Ofereço de tudo quase um pouco.
Às vezes mais do que gostaria.

Às vezes é bom ser poeta de pescaria.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Felicidade

Me esperam ansiosamente...
O livro.
A cama.
O leite.
Depois me perguntam se eu sou feliz...

Brincadeira de verão

Escrevi uma poesia outro dia.
De cabeça, enquanto pedalava.
Não lembro as palavras
E não sei a melodia.
Mas o assunto eu lembro bem
É daquele tipo que vai
Mas sempre que pode, outra vez vem!
Escapa escapa mais sempre recai...
Por isso, hoje, quando me perguntarem
Eu digo que não, já nem sei mais...!
Nesse verão onde o meu sol jaz
Vou brincar de vida nova!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cansei

Cansei desses anos platônicos,
Da distância cada vez maior,
Da ignorância depois do prazer.
Se é assim que deve ser,
Quero deixar registrado
Pra que mesmo entediado
Você não consiga esquecer.
Ponto final.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pós night

Sei de cor.
As mensagens antigas,
As desculpas atuais,
A proposta de um futuro de papel.
Sei tão bem de cor,
Que embalo em qualquer música
Qualquer ritmo serve.
Sou capaz de ignorar métricas
E de esquecer acordes.
Não faz diferença.
Dessa jornada,
Nenhuma letra minha se faz presente.
Nem mesmo as de cor.
Nem as de cor,
Ou as em preto e branco.

Desligaram o som e apagaram a luz.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Em 2010

Não fui eu quem disse...
Não foi por opção minha...
Alguém aí que inventou!
Em 2009 eu relutei em aceitar,
Mas em 2010 vou constatar:
Felicidade se escreve com F.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sin sentidos

Estoy vieja.
Como una piedra que no sale de su lugar.
Como algo que no se puede cambiar.

Estoy sorda.
Solamente escucho lo que quiero decirme.
Mi oído se queda asi, firme.

Estoy ciega.
No puedo ver nada mas que no me acuerda...
Tengo que vivir con esa perdida.

Estoy sola.
Duermo para que el día parezca menor.
Para que yo me olvide de la palabra amor.

musos

domingo, 3 de janeiro de 2010

Perseguição

Um livro se perdia na seção "Poesía Argentina".
Abri, li uma e outra e me identifiquei com o autor.
Nem sabia que dentro haveria de encontrar algo quase autoral.

Obs: o autor não é porteño, mas sim mexicano.

"y en la Ciudad de México
te habrás mudado veinte
veces, nunca te hallaste,
tal vez ni lo quisiste,
no es fácil arraigar

aqui, pocos lo hacen,
yo me arraigué a los libros
y comencé a escribir,
que es como dar por hecho
que nada es reversible,

tú en cambio, que no escribes,
que lo mejor que haces
es bailar, que bailando
es cómo te reencuentras,
no das por hecho nada,

por eso te resistes,
esperas un milagro,
vives al día por dentro
para que la que eres
sea igual a la que fuiste.

...

No he dominado nada
tuyo, nada de ti
se me ha rendido, estás
como te conoci,
y si te doy la mano

o te rodeo con ella
la cintura, me cuesta
todavia acoplarme
a tu temperatura,
porque te temo aún.

Vienes de una ciudad
febril como me gustan,
sin pausas y sin cielo,
una ciudad que no
descansa de su angustia,

iré a São Paulo un dia
a devolverte algo"

Coincidências

Na imponência de um castelo grego
Letras latinas me confundem.
Se misturam em títulos soltos
Em livros onde me cego.


Nas coincidências que não me deixam,
Me perco em autorias do destino
Que mesmo em local alheio
Voltam a me atormentar.


Se não são nas minhas ruas
Nas suas hão de se ver
Que mesmo fugindo pra outro lado,
Acabo sempre frente a você.