terça-feira, 30 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

Amarelos e azuis

Quais cores serei capaz de enxergar,
Se sem vida, em cacos está meu olhar?
Nem sei se é vidro,
Ou se é espelho
Que me cega a tal ponto!
De uma rapidez inebriante...
Parece até mentira quando conto!
Quero ir pra esse lugar
Onde amarelos parecem par
De azuis infinitos
Constantes como nunca existiu
Longe desse meu novo lar.

Imagem

Nesses meus olhos de vidro
Não vejo nada além do mesmo.
Uma imagem congelada.
Sem auto controle,
Remoto é meu desejo
De apenas dar movimento.
Um pouco pra fingir
E um pouco pra crer
Que meu anseio é menos do que vejo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Por essas e outras

E se não fosse você a me procurar,
A me contar mentiras que eu não saberia inventar,
A dizer que sem fim é um sonho que recomeça no presente,
Que na luta, há corpo resistente.
Que a derrota é apenas um fantasma,
Que no coração, como dor, espasma,
E que onde estiver a culpa,
A ruptura será inevitável.
E por isso, nesse sei lá o que,
Nese discurso previsível,
Que permaneço, como não posso,
Desse meu jeito estável.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Aliança

Tudo é o caos.
Nas minhas partículas,
Das quais só eu sei as particularidades,
Ocasionalmente encontro
Um caso ou outro
De partes adversas.
Não que haja partidas
Ou cisões partidárias,
Mas é que quando há mistura e promessa
Lembro que cada parte é uma só
E é aí,
É aí que a guerra começa.

Essa semana foi criativa!

E na metalinguagem
Se faz a poesia
Não dela mesma,
A poesia,
Mas no próprio eu
Que mesmo lírico
É apenas real:
Mais uma vez
Um retrato
Um encontro casual.
Da boca e do papel.

Para os apaixonados

Na suavidade breve
Desse sopro de brisa
Até mesmo vento leve
Derruba qualquer edifício.

Das árvores, constante
Nem mesmo aas raízes
Sustentam esse rompante
Apesar de todo sacrificío.

Por qualquer tempo curto
Em sonho dura a eternidade
Lembrando que, às vezes, é no surto
Que se observa o precipício.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Das antigas...

Como posso ser plena
Se minha amargura
Não só me condena
Mas também perdura?

Se uma dor
Qualquer que seja ela
Tem este peso, este valor
Como posso sair desta cela?

Num mesmo labirinto
Tão monótono que sei
Não esqueço o que sinto...
Onde foi que errei?

Sem marcas da solução
É como se eu continuasse
A viver numa freqüente ilusão
Que, sabe-se lá,Talvez nunca passe.

Feliz

Risos. risos e mais risos...
Não sei se de sarcasmo
Ou ironia, talvez.
Mas estou achando graça
Feliz demais!
Pode ser por quê?
Auto-estima como um vulcão.
Antes foi tudo em vão
Não que agora tenha valor,
Mas tá tudo bem!
Agora não sei quem sou,
Mas não me importo também!
Chega de melancolias...
O que não me quis antes,
Não me terá depois.
A vida flui
E minhas bossas e choros
Não têm mais horas.
Quem estiver perto de mim
Que fique logo sabendo que será assim:
Submeta-se ao meu egoísmo.
Risos.

Sem

Conhecer
Conceder
Conviver.
Consertar
Conectar
Conjurar.
Conceber
Condescender
Conferir.
Confiar??
Confinar!
Configuração conflagrada do confeiteiro.
Confirmada, confessada, confusa.Condolências...

Hoje e amanhã

Viva o hoje! Não perca tempo! Faça tudo o que puder hoje; não deixe para depois. A juventude passa rápido! Quando você olhar pra trás terá passado a melhor parte da sua vida! Cansei de ouvir essas...
Cansei de seguir esses ditados nostálgicos e saudosistas que os velhos de espírito teimam em falar. E eu sigo há tanto tempo este estilo de vida acelerado, intenso, que nem percebo como existem outras inúmeras maneiras de transformar meu caminho em apenas um caminho, de fato. Às vezes pareço viver o final mesmo sem nem ter começado (!).
Aliás, não sei nem dividir minha trajetória em partes como um roteiro, uma trama. Tudo é drama. Tudo é caos. Tudo é por inteiro a todo momento – apesar de eu nunca estar de fato inserida em cada situação. Meu corpo vive a cena, mas meu sentimento só encosta o dedo na água. Não mergulha. Fica a sentir o vapor quente que contorna a piscina. O vapor não afoga...
Tentei algumas vezes mergulhar. Mas na ânsia de sair logo da submersão, acabei entrando rapidamente na água, até mesmo me queimando. E, ainda com medo de sentir falta do agradável morno, me retirei à superfície e voltei à posição externa de sauna.
O meu presente é esse eterno vapor, oscilado por breves pulos de cabeça ou fugas para a área externa.
Meu presente se separa do medo para súbitos de coragem, mas retorna ao estado absorto, cheio de reflexões e promiscuidade.Entrego meu amanhã numa consciência imatura e preocupada. Abro a mão e deixo esse amanha – fruto do meu hoje – cheio de medo. Ignoro totalmente as conseqüências de me molhar.

sábado, 13 de setembro de 2008

Das antigas, gosto muito, agora completa...

Um cigarro aceso queimando solto no ar
Enquanto espero o relógio passar
O tic tac confuso e lento
Que teima em não andar.
Minha ilusão real
É treva do bem e do mal
Detona por um lado
Mas denota o meu fardo
Que não canso de carregar.
A ajuda nunca chega
Pra mim que não me mexo.
No metal pareço ímã...
Será que alguém me filma??
Nesse abismo que dá pé
Acabo afogando meu corpo
Sem fingir o mínimo esforço.Um cigarro solto a se apagar.

Fim

...e que a vida não acabe em taco...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Brincadeira

Não quero saber se foi em vão,
Ou se haverá culpa após a razão.
Quero apenas brincar de estátua.

Quando

E quando este dia chegar,
Nada no mundo me fará aquietar
Ou travar meus dedos, minhas mãos.
Qualquer esforço será em vão.
Não haverá noite
E nem tampouco dia.
Minha profissão será a eterna...
De nada servirá a tecnologia.
Pois quando este dia chegar,
Nem mesmo o tempo poderá ignorar
E fazer do meu silêncio
Um grito longo desse meu pensamento
Que nunca vai acabar.

Acompanhando...

...aguardo as cenas dos próximos capítulos...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rapidinha

Em apenas 5 minutos
E parece tudo novo
Como quando uma muda
No deserto é um outro broto.

Avulso

Folhas avulsas não me servem:
Se perdem ao vento,
Vão longe,
Voam sem volta
As memórias viajam ao relento.

Curta

Um roteiro sem clímax,
Constantes de atos sem-graça.
Meu persongaem disfarça
A incessante mesmice
Que nenhum fala disse
Ser o oposto do que é.
O protagonista não mente
Mas o filme se torna um repente
De uma novela barata das oito
Tão ruim,
Quanto sem fim.

Horas

Apenas uma hora
Para que o tempo demorasse um pouco mais
Alguns atos de drama depois,
E seria uma nova estória.
Sem espaços, sem tacos e sem escudos.
Um simples passar de minutos
Nos relógios que não estão mais quebrados.

Tubulação

No vácuo de um cano
Corre um vento seco
Aspirando ar e pó
De algo que acabou mais cedo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Silêncio

Fogos de artifício
Num queimar incessante
Nada agora mais que esse constante.

Lábios mordidos dos lados
Rasgando aos poucos, lentamente
Algo acomete minha mente.

Nas ruas segue o trânsito
Carros fluem acelerados
E tudo sendo levado.

Enquanto...

aguardo quieta.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nadie

Si no fuera a mi...
¿A quién se podría decir
que el alma se ha cargado
de soltar por las ventanas?
Yo solo tengo ganas
De no decir ahora
Que mi aguardo está lleno
Y que no hay más nada...
Por lo que viene,
Yo no más temo.

Guantes

Los mismos motivos
Me hacen llorar ahora...
Se fueran .
Los peligros existem
Todos allí fuera.
En nuestra espera
Que olvida siempre
Que en el mundo
Hay mucho más.

Encuanto espero,
Cubro mis manos con sus guantes.

Pernas

Quatro pernas.
Uma, pouco
Duas, apenas um
Três, às vezes não sustenta.
É preciso pares
Para o equilíbrio perfeito.
Pra ver se assento.

Pra Ana Paula

Existe prazer além da dor.
Existe dor além do prazer.
O que não deve existir nunca
É o medo desse transpor,
O receio de que depois
O vício acometa seu ser.

(Obs: vai por mim...)