sábado, 27 de março de 2010
Egoísta
Retiro todos os meus elogios
E reitero com força a minha máxima egoísta.
Se for pra doação absoluta
Que seja meu próprio corpo o fruto desse vício.
Parei de brincar nessa luta.
Antes me jogar nesse precipício
Porque ao menos sozinha
Sei quando tudo é verdadeiro
Conheço bem quem vem em primeiro
E não esqueço de dar bom dia no dia seguinte.
E reitero com força a minha máxima egoísta.
Se for pra doação absoluta
Que seja meu próprio corpo o fruto desse vício.
Parei de brincar nessa luta.
Antes me jogar nesse precipício
Porque ao menos sozinha
Sei quando tudo é verdadeiro
Conheço bem quem vem em primeiro
E não esqueço de dar bom dia no dia seguinte.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Fantasia
- Não?
- De leve, assim, ainda um pouco...
- Só um pouco?
- É. Só quando eu tento...
- Tenta o que?
- Você sabe...
- Sei não.
- Como não. Você já deve ter passado por isso antes.
- Não, nunca! E nem pretendo!
- Nossa, amor! Que horror!
- Amor? Como você me chama de amor numa hora dessas?
- Desculpa. Quebra o clima né! Nada a ver...
- Nada a ver mesmo. Agora a gente vai ter que começar tudo de novo, linda!
- Linda? Linda é o cacet...!!!!
- Nossa! Pra que tanta agressividade nesse tom de voz?
- Você não queria assim? Reclamou do meu "amor"?
- Um pouco. Mas era mais pra fazer charminho.
- Pois então bem feito pra você! Porque agora nem com charminho, nem sem charminho, a gente vai até o final nisso aqui!
- Até o final você vai e eu não quero nem saber!
- Vai me forçar?!
- Não era esse o combinado?
- Não! Nããão e não!! Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!
...
Acenderam o cigarro e dormiram lado a lado.
- De leve, assim, ainda um pouco...
- Só um pouco?
- É. Só quando eu tento...
- Tenta o que?
- Você sabe...
- Sei não.
- Como não. Você já deve ter passado por isso antes.
- Não, nunca! E nem pretendo!
- Nossa, amor! Que horror!
- Amor? Como você me chama de amor numa hora dessas?
- Desculpa. Quebra o clima né! Nada a ver...
- Nada a ver mesmo. Agora a gente vai ter que começar tudo de novo, linda!
- Linda? Linda é o cacet...!!!!
- Nossa! Pra que tanta agressividade nesse tom de voz?
- Você não queria assim? Reclamou do meu "amor"?
- Um pouco. Mas era mais pra fazer charminho.
- Pois então bem feito pra você! Porque agora nem com charminho, nem sem charminho, a gente vai até o final nisso aqui!
- Até o final você vai e eu não quero nem saber!
- Vai me forçar?!
- Não era esse o combinado?
- Não! Nããão e não!! Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!
...
Acenderam o cigarro e dormiram lado a lado.
sábado, 13 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Carta póstuma do amor
Pode me chamar de maluca. Louca ou qualquer coisa.
Mas a cada dia gosto menos de você. E a cada dia que gosto menos de você, tenho mais saudades de gostar de você.
Nunca tivemos nada certo. Nunca nem tivemos qualquer coisa. Mas é como se gostar de você fosse o suficiente pra eu gostar mais de tudo.
Eu não sei o que fazer agora, que já não gosto tanto de você.
Tenho medo de não gostar de mais ninguém. Tenho medo de gostar de alguém que não tenha as suas qualidades. Que não seja tudo aquilo que eu gostava em você. (e que ainda gosto, de alguma maneira).
Tenho medo de gostar de alguém que não saiba rir. Ou que não goste nem um pouco de dançar valsa.
Ou de alguém que reprima minha boemia.
Tenho tanto medo de amar errado...!
E por mais que não tenha dado nada certo, sei que de alguma forma acertei em ter te amado.
Nem que seja pra, na próxima vez, amar um novo não-namorado.
Ainda morro de medo de te ver com alguém do lado.
Mas quando imagino você por perto, não sei o que sentir.
Sinto um vazio por o "a gente" não ter existido...
Mas me acalmo quando sei que essa ausência foi de certa forma uma presença.
Tenho medo de perder a essência do que senti por você.
E tenho muito medo de você esquecer de tudo que não tivemos.
Tenho medo de nunca mais amar o amor.
Mentirinha
Vivo vivendo o amor
Que na minha vida
Tem enorme valor.
Mesmo que sem dono...
Ou até depois da dor
E depois do abandono!
Vivo vivendo o amor.
Na sequência dessa dividida
Cheia de tanto louvor
Esqueço de fechar a ferida.
Sempre em busca da partida,
Repito novamente o amor
Que finjo amar nessa vida.
Que na minha vida
Tem enorme valor.
Mesmo que sem dono...
Ou até depois da dor
E depois do abandono!
Vivo vivendo o amor.
Na sequência dessa dividida
Cheia de tanto louvor
Esqueço de fechar a ferida.
Sempre em busca da partida,
Repito novamente o amor
Que finjo amar nessa vida.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Felicidade
Felicidade é músculos doendo.
Roxos pelo corpo.
Momentos inesquecíveis.
Olhar no espelho e rir à toa.
Lembrar de coisas que nem sei.
Achando graça em piada boba...
Não ter como descrever
Que foi o melhor do mundo!
Nem conseguir prever
Algo maior e tão profundo
Quanto a vontade de repetir tudo
Agora, amanhã e depois...
Pra sempre!
Roxos pelo corpo.
Momentos inesquecíveis.
Olhar no espelho e rir à toa.
Lembrar de coisas que nem sei.
Achando graça em piada boba...
Não ter como descrever
Que foi o melhor do mundo!
Nem conseguir prever
Algo maior e tão profundo
Quanto a vontade de repetir tudo
Agora, amanhã e depois...
Pra sempre!
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