- Por que as mulheres são tão desconfiadas? - ele perguntou na ânsia de ouvir da minha boca uma explicação plausível. Eu apenas ri.
- Sério. Engraçado, né?! Mulher sempre acha que a gente é garanhão, que é só conversar com uma outra mulher e tá tudo perdido!
Fiz qualquer expressão facial.
- Você também é assim? Desconfiada?
Ri um pouco mais e assenti de leve com a cabeça. Queria concordar com mais veemência, mas tive receio em assumir pra mim mesma a fragilidade.
Ele, então, calou-se. Talvez quisesse contar seu drama. Mas eu não estava à disposição para esclarecer para um homem qualquer o porquê da insegurança feminina.
Veio à mente a reflexão. Se todas as mulheres são desconfiadas, talvez sejam eles, os homens, os responsáveis por tal.
Esses modelos masculinos e femininos injetados pela sociedade são, na verdade, não preconceitos, mas sim desculpa para ações impensadas. Impulsos sem justificativa fundada, baseada em acontecimentos, causas e efeitos.
No entanto, pensei nessa concepção de que meu discurso talvez também fosse algo que fora me dado pronto. Não tive experiências o suficiente nos meus 20 e poucos anos que me fizessem grantir uma análise totalmente particular.
Fiquei mais desconfiada ainda. Até imaginei, por consequência, que aquele homem aparecera para mim com aquele desabafo por intermédio de uma intervenção cósmica.
Há muito que eu não pensava na visão de mim mesma frente ao universo do sexo oposto. Não sei se por descuido, ou por retração.
O que de fato me ocorreu é que aquelas poucas frases proferidas em uma manhã qualquer por um homem desconhecido tem uma verossimilhança indescritível, quase inexistente. Ainda mais hoje, quando a insatisfação parece brotar como erva-daninha na grama, sem nem motivos.
Mas, se a grama do vizinho é mais verde que a minha, eu prefiro agarrar à insconstância de uma ulher. A segura morreu de velha. Mesmo sem a grama limpa.
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Ainda, mas nada
Quando ele ressurgiu, meses depois daquele dia, eu gelei. O telefone tocou e a foto apareceu no visor. Era um amigo dele.
- Você tem visto o Pedro?
Fiquei meio sem jeito. Eu não sabia do Pedro desde que havíamos discutido pela última vez. Ele estava fora da minha vida, ao menos fisicamente.
- Não.
Fui seca. ão por raiva ou ressentimentos, mas por receio de demosntrar um resquício qualquer de emoção.
- Hum - ele continuou - É que amanhã é aniversário dele e...
- Ah, sim. Já tinha me esquecido.
Como se eu fosse capaz de esquecer. Às vezes eu detesto a minha memória. Tenho vontade de enfiar uma borracha pelo ouvido e apagar un fatos, datas e dados do meu cérebro.
- Pois, então. A gente tá organizando uma festa surpresa. Vai ser aqui em casa, às oito.
- Sei... Mas...
- Mas, o quê? Eu sei que você é uma pessoa madura e pode muito bem confraternizar com ele sem problemas... Tem tempo.
Golpe baixo. O amigo, publicitário de uma importante agência, sabia convencer alguém pelo ego. Aliás, foi com essa técnica que apresentou-me o Pedro, anos atrás.
- Guilherme...
- Ótimo! Te espero lá. Beijos - ele desligou.
Ainda fiquei uns minutos parada dentro do carro no estacionamento do trabalho. A hipótese de encontrar o Pedro me deixou completamente nervosa. Sentia meu corpo tremer como quando fazia minhas primeiras entrevistas coletivas. Hoje, pessoa pública com livros traduzidos em oito línguas, não entendia aquela ansiedade. Mas sabia que era preciso comprar uma roupa nova.
Cheguei em casa após comprar uma saia e uma blusa sociais, no estilo executiva, "mulher ocupada". Não conseguia dormir. Duas horas de palavas cruzadas depois, embalei no sono.
...
Às sete da noite do dia da festa eu já havia encerrado meu expediente. Dali para a casa do Gui seriam apenas 15 minutos. Passar em casa antes, no entanto, não era uma opção. A minha maturidade se limtava a ter empre uma boa desculpa como "preciso ir. Estou tão cansada! Nem tive tempo de tomar um banho antes de vir para cá". Pronto. Em caso de pane, a saída de emergência abrirá automaticamente.
Cheguei lá às 21h, depois de comprar uma garrafa de Grey Goose de presente. Entrei na cobertura. Uma mesa de frios, sanduíches e petiscos estava convidativa, mas eu mal conseguiachegar perto. Um enjoo me atacava.
Procurando por Pedro, deparei-me com o João. Nos cumprimentamos corados e trocávamos frases prontas quando Pedro apareceu.
- Oi, Pedro. Parabéns. Trouxe para você.
Virei de costas sem ouvir resposta. Me dirigi ao bar e virei um copo qualquer. Ele veio atrás.
- Fernanda, obrigado. Minha vodka preferida.
- De nada.
- Quanto tempo... Você está bonita. - disse, seco, contendo-se ao máximo.
- De onde você conhece o João?
- Ele está trabalhando comigo. Entrou há´pouco tempo. Por quê?
- Nada. Nada. Besteira, nada... - nervoooosa.
Ele percebeu. Estava estampado na minha testa.
- Quando foi, Fernanda? Fala logo.
- A gente não tinha mais nada. E você nem conhecia ele ainda. Relaxa.
- Relaxa???? -ele ria sem graça, não ria, ria sem graça, não ria...
- Nem foi nada demais...
Ele saiu e me deixou ali, sozinha. Virei mais um copo. De longe ele ficava me encarando, como se a conversa dele estivesse animadíssima. Fingia risos pateticamente.
Desorientada, fui para a varanda tomar um ar. Olhei no relógio. Eram nove e vinte. Em tão pouco tempo eu já tinha sido capaz de fazer muito.
- Fernanda?
- Guiherme! - alívio!
- Sozinha aqui fora, por quê?
- Eu sabia que não deveria vir hoje.
- Ahn?
- O Pedro tá irritado. Eu tive um caso com o João. Ele descobriu e se irritou.
- Mas, como? Quando?
- Ai, Gui... Que diferença faz? Você sabe como é o Pedro. Desconfia de tudo e depois quer voltar atrás. Pede desculpas e acha que tá tudo bem. Não entendo. Ele que terminou comigo. Ele que me humlhou e pediu que eu não procurasse mais por ele. Por que você me convidou, hein? Nem sei como eu ainda...
- Mas o Pedro também...
O Pedro entrou na varanda. Abaixei a cabeça.
- A campainha tá tocando - Guilerme saiu.
- Pedro
- Fernanda, eu...
Ele se aproximou e eu recuei. O que diabos ele quer? Um felizes para sempre? Depois de tudo?
- Fernanda, eu t...
Ele não conseguia verbalizar. Não saía. Eu queria ouvir que ele ainda sente o mesmo, que tá arrependido de muito. Queria provar que todos os clichês fazem sentido.
- Desculpa. Eu ainda... Você? Eu, ainda.
E clou-se. Fechou a boca, olhou para baixo, apertou os olhos. Eu adorava quando ele apertava os olhos daquele jeito. Parecia que quando os abrisse novamente, tudo ao redor desapareceria e seria só nós. Nós e aquele sorriso. E o meu sorriso.
Mas dessa vez, não. Abriu os olhos, olhou nos meus e calou-se de novo. Calou-se repetidas vezes, mesmo em um silêncio contínuo, conseguia calar-se em múltiplos.
Ainda encarei por um tempo os seus olhos. E, nada.
Peguei minha bolsa atrás de mim. Olhei nos olhos dele. Lá no fundo.
- Preciso ir. Estou tão cansada! Nem tive tempo de tomar um banho antes de vir para cá. - consegui exprimir.
No caminho, empalmei uns sanduíches, chamei o elevador e bati a porta. Fim.
- Você tem visto o Pedro?
Fiquei meio sem jeito. Eu não sabia do Pedro desde que havíamos discutido pela última vez. Ele estava fora da minha vida, ao menos fisicamente.
- Não.
Fui seca. ão por raiva ou ressentimentos, mas por receio de demosntrar um resquício qualquer de emoção.
- Hum - ele continuou - É que amanhã é aniversário dele e...
- Ah, sim. Já tinha me esquecido.
Como se eu fosse capaz de esquecer. Às vezes eu detesto a minha memória. Tenho vontade de enfiar uma borracha pelo ouvido e apagar un fatos, datas e dados do meu cérebro.
- Pois, então. A gente tá organizando uma festa surpresa. Vai ser aqui em casa, às oito.
- Sei... Mas...
- Mas, o quê? Eu sei que você é uma pessoa madura e pode muito bem confraternizar com ele sem problemas... Tem tempo.
Golpe baixo. O amigo, publicitário de uma importante agência, sabia convencer alguém pelo ego. Aliás, foi com essa técnica que apresentou-me o Pedro, anos atrás.
- Guilherme...
- Ótimo! Te espero lá. Beijos - ele desligou.
Ainda fiquei uns minutos parada dentro do carro no estacionamento do trabalho. A hipótese de encontrar o Pedro me deixou completamente nervosa. Sentia meu corpo tremer como quando fazia minhas primeiras entrevistas coletivas. Hoje, pessoa pública com livros traduzidos em oito línguas, não entendia aquela ansiedade. Mas sabia que era preciso comprar uma roupa nova.
Cheguei em casa após comprar uma saia e uma blusa sociais, no estilo executiva, "mulher ocupada". Não conseguia dormir. Duas horas de palavas cruzadas depois, embalei no sono.
...
Às sete da noite do dia da festa eu já havia encerrado meu expediente. Dali para a casa do Gui seriam apenas 15 minutos. Passar em casa antes, no entanto, não era uma opção. A minha maturidade se limtava a ter empre uma boa desculpa como "preciso ir. Estou tão cansada! Nem tive tempo de tomar um banho antes de vir para cá". Pronto. Em caso de pane, a saída de emergência abrirá automaticamente.
Cheguei lá às 21h, depois de comprar uma garrafa de Grey Goose de presente. Entrei na cobertura. Uma mesa de frios, sanduíches e petiscos estava convidativa, mas eu mal conseguiachegar perto. Um enjoo me atacava.
Procurando por Pedro, deparei-me com o João. Nos cumprimentamos corados e trocávamos frases prontas quando Pedro apareceu.
- Oi, Pedro. Parabéns. Trouxe para você.
Virei de costas sem ouvir resposta. Me dirigi ao bar e virei um copo qualquer. Ele veio atrás.
- Fernanda, obrigado. Minha vodka preferida.
- De nada.
- Quanto tempo... Você está bonita. - disse, seco, contendo-se ao máximo.
- De onde você conhece o João?
- Ele está trabalhando comigo. Entrou há´pouco tempo. Por quê?
- Nada. Nada. Besteira, nada... - nervoooosa.
Ele percebeu. Estava estampado na minha testa.
- Quando foi, Fernanda? Fala logo.
- A gente não tinha mais nada. E você nem conhecia ele ainda. Relaxa.
- Relaxa???? -ele ria sem graça, não ria, ria sem graça, não ria...
- Nem foi nada demais...
Ele saiu e me deixou ali, sozinha. Virei mais um copo. De longe ele ficava me encarando, como se a conversa dele estivesse animadíssima. Fingia risos pateticamente.
Desorientada, fui para a varanda tomar um ar. Olhei no relógio. Eram nove e vinte. Em tão pouco tempo eu já tinha sido capaz de fazer muito.
- Fernanda?
- Guiherme! - alívio!
- Sozinha aqui fora, por quê?
- Eu sabia que não deveria vir hoje.
- Ahn?
- O Pedro tá irritado. Eu tive um caso com o João. Ele descobriu e se irritou.
- Mas, como? Quando?
- Ai, Gui... Que diferença faz? Você sabe como é o Pedro. Desconfia de tudo e depois quer voltar atrás. Pede desculpas e acha que tá tudo bem. Não entendo. Ele que terminou comigo. Ele que me humlhou e pediu que eu não procurasse mais por ele. Por que você me convidou, hein? Nem sei como eu ainda...
- Mas o Pedro também...
O Pedro entrou na varanda. Abaixei a cabeça.
- A campainha tá tocando - Guilerme saiu.
- Pedro
- Fernanda, eu...
Ele se aproximou e eu recuei. O que diabos ele quer? Um felizes para sempre? Depois de tudo?
- Fernanda, eu t...
Ele não conseguia verbalizar. Não saía. Eu queria ouvir que ele ainda sente o mesmo, que tá arrependido de muito. Queria provar que todos os clichês fazem sentido.
- Desculpa. Eu ainda... Você? Eu, ainda.
E clou-se. Fechou a boca, olhou para baixo, apertou os olhos. Eu adorava quando ele apertava os olhos daquele jeito. Parecia que quando os abrisse novamente, tudo ao redor desapareceria e seria só nós. Nós e aquele sorriso. E o meu sorriso.
Mas dessa vez, não. Abriu os olhos, olhou nos meus e calou-se de novo. Calou-se repetidas vezes, mesmo em um silêncio contínuo, conseguia calar-se em múltiplos.
Ainda encarei por um tempo os seus olhos. E, nada.
Peguei minha bolsa atrás de mim. Olhei nos olhos dele. Lá no fundo.
- Preciso ir. Estou tão cansada! Nem tive tempo de tomar um banho antes de vir para cá. - consegui exprimir.
No caminho, empalmei uns sanduíches, chamei o elevador e bati a porta. Fim.
sexta-feira, 27 de março de 2009
A decisão
Passados horas, dias, noites e insônias. A inquietude, a ansiedade, inerentes à sua personalidade estavam em maior vigor desde a proposta. O pedido causou uma agitação não esperada.
Caminhou sozinha. Andou por novos espaços. Provou sorvetes diferentes.
Duvidou da prórpia maturidade.
...
Ele havia viajado a trabalho por uma semana. Quando retornou à casa, cheio de saudades e de calor, buscou correndo ela pelos cômodos.
Ela não estava. Poderia ter ido ao super mercado, à academia, ou qualquer outra rotina. Pegou suas malas na porta e viu o bilhete ainda exalando a tinta da caneta.
"Temo. E é por amar demais que desfaleço. Por não compreender limites e por não ter um pingo de razão. Sei que não é boa hora. Mas ainda que seja melhor do que tarde. Não cabe em mim tanto sentimento. E é preciso largar-te a imaginar a hipótese de um dia perder-te. Vida longa."
Caiu ao chão e viu a aliança sobre a cômoda.
Caminhou sozinha. Andou por novos espaços. Provou sorvetes diferentes.
Duvidou da prórpia maturidade.
...
Ele havia viajado a trabalho por uma semana. Quando retornou à casa, cheio de saudades e de calor, buscou correndo ela pelos cômodos.
Ela não estava. Poderia ter ido ao super mercado, à academia, ou qualquer outra rotina. Pegou suas malas na porta e viu o bilhete ainda exalando a tinta da caneta.
"Temo. E é por amar demais que desfaleço. Por não compreender limites e por não ter um pingo de razão. Sei que não é boa hora. Mas ainda que seja melhor do que tarde. Não cabe em mim tanto sentimento. E é preciso largar-te a imaginar a hipótese de um dia perder-te. Vida longa."
Caiu ao chão e viu a aliança sobre a cômoda.
O pedido
Ele nunca havia entendido o motivo, até aquela manhã. Ao sair de seu sobrado para tomar o café-da-manhã não imaginava que iria desvendar o mistério de sua vida. Anos atrás, quando ainda namorava com ela, teve em um curto período a maior alegria e a maior tristeza que um coração pode aguentar.
Tudo porque ele era loucamente apaixonado por ela. E um dia, no relacionamento estável e nada rotineiro que tinha, teve a certeza. Saiu pelas ruas e entrou na joalheria mais bonita que conhecia. Não poderia ser mais ou menos. Tinha que ser tudo perfeito! Assim como sua amada era para ele.
Dias após, pela manhã, acordou antes que ela. Pensou em todos os detalhes: uma bandeija bonita, em madeira bruta, sustentava a refeição preferida dela. Umas flores coloridas adornavam os entornos da porcelana. Ela ia adorar! Tinha certeza.
Acordou-a, então, e propiciou o momento mais romântico da vida dos dois. Pediu-a em casamento com um discurso tão clichê que não haveria ninguém no mundo a critica-lo. Ela, emocionada, aceitou com um "sim" sem dramas. Direta, ansiosa, desesperada, apaixonada.
Começava o primeiro dia do felizes para sempre.
Tudo porque ele era loucamente apaixonado por ela. E um dia, no relacionamento estável e nada rotineiro que tinha, teve a certeza. Saiu pelas ruas e entrou na joalheria mais bonita que conhecia. Não poderia ser mais ou menos. Tinha que ser tudo perfeito! Assim como sua amada era para ele.
Dias após, pela manhã, acordou antes que ela. Pensou em todos os detalhes: uma bandeija bonita, em madeira bruta, sustentava a refeição preferida dela. Umas flores coloridas adornavam os entornos da porcelana. Ela ia adorar! Tinha certeza.
Acordou-a, então, e propiciou o momento mais romântico da vida dos dois. Pediu-a em casamento com um discurso tão clichê que não haveria ninguém no mundo a critica-lo. Ela, emocionada, aceitou com um "sim" sem dramas. Direta, ansiosa, desesperada, apaixonada.
Começava o primeiro dia do felizes para sempre.
Nem em um
Às sempre eu me pego pensando em "um dia ainda..."...
Fantasio um monte de coisas, nomes, lugares e tempos.
Lembro de registrar os momentos que nem aconteceram.
Pra ver se, de repente, vira verdade.
E então eu percebo cores, sons e luzes.
Imagino sabores, medos e desejos.
Escolho a roupa, os brincos e penso no beijo.
Mas tem vezes que funciona a intuição.
Quando percebo já derramei uns versos
Já esqueci de travar a emoção.
E esqueço, principalmente, que sentir nem sempre faz bem.
Que sempre há uma exceção.
Mas que nunca deve haver a submissão.
E que a rejeição
Seja apenas engrenagem de um
Que não tem movimento,
Ou tem obverdose de razão
Quando na vida tem horas
Que o certo é apenas dar a mão.
Fantasio um monte de coisas, nomes, lugares e tempos.
Lembro de registrar os momentos que nem aconteceram.
Pra ver se, de repente, vira verdade.
E então eu percebo cores, sons e luzes.
Imagino sabores, medos e desejos.
Escolho a roupa, os brincos e penso no beijo.
Mas tem vezes que funciona a intuição.
Quando percebo já derramei uns versos
Já esqueci de travar a emoção.
E esqueço, principalmente, que sentir nem sempre faz bem.
Que sempre há uma exceção.
Mas que nunca deve haver a submissão.
E que a rejeição
Seja apenas engrenagem de um
Que não tem movimento,
Ou tem obverdose de razão
Quando na vida tem horas
Que o certo é apenas dar a mão.
Errar é humano
Se errar é humano
E eu perdoo,
Será que sou humana?
Se errar é humano
E eu perdoo,
Perdoar também é humano?
Se errar é humano
E eu perdoo,
É possível errar mais de uma vez?
Se errar é humano
E eu perdoo,
É possível perdoar mais de uma vez?
Se errar é tão humano
Quanto eu perdoo,
Erro a absolvição?
Se errar é tão humano
Que perdoo sempre
Mesmo sem saber se erro.
E eu perdoo,
Será que sou humana?
Se errar é humano
E eu perdoo,
Perdoar também é humano?
Se errar é humano
E eu perdoo,
É possível errar mais de uma vez?
Se errar é humano
E eu perdoo,
É possível perdoar mais de uma vez?
Se errar é tão humano
Quanto eu perdoo,
Erro a absolvição?
Se errar é tão humano
Que perdoo sempre
Mesmo sem saber se erro.
terça-feira, 24 de março de 2009
Até quanto
Eu sabia: dessa vez seria diferente. Dessa vez eu não enfiaria os pés pelas mãos. Eu cederia minhas mãos a tudo. Eu tinha certeza. Eu conseguiria. Não seria igual a nada na vida. Poderia até não ser como em outras vezes, mas era esse porém que me dava ainda mais vontade de contiuar. Eu iria fazer diferente.
Em outros planos, eu faria de tudo. Não meçaria o limite. Não diria menos do que a vontade. Não perderia a lua das mãos.
Não. Dessa vez não.
E foi então o que fiz. Não fui além quando achei que não deveria. Não segurei até sangrar meus dedos. Não corri mais do que meu fôlego aguentaria. Me afastei em horas mais até do que queria. Li nos folhetins e imitei o que os oráculos me diziam. Escutei amigos, amantes e a família.
Escrevi menos poesia. Ignorei um pouco a nostalgia.
Hoje, bem lá no fundo, de nada adiantou tanta teoria. Descobri, em meio a tanta melancolia, o que nesse mundo ninguém gostaria: às vezes é como um encanto e sua magia.
E não existe fórmula para o até quanto.
Em outros planos, eu faria de tudo. Não meçaria o limite. Não diria menos do que a vontade. Não perderia a lua das mãos.
Não. Dessa vez não.
E foi então o que fiz. Não fui além quando achei que não deveria. Não segurei até sangrar meus dedos. Não corri mais do que meu fôlego aguentaria. Me afastei em horas mais até do que queria. Li nos folhetins e imitei o que os oráculos me diziam. Escutei amigos, amantes e a família.
Escrevi menos poesia. Ignorei um pouco a nostalgia.
Hoje, bem lá no fundo, de nada adiantou tanta teoria. Descobri, em meio a tanta melancolia, o que nesse mundo ninguém gostaria: às vezes é como um encanto e sua magia.
E não existe fórmula para o até quanto.
Assinar:
Comentários (Atom)
