sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Essa é de 08/01/2008

Eu que sempre poetizei em saliva
Os versos que nunca escrevi
Transcrevo a tristeza que me ativa
Pelos poemas tolos que esqueci.


Não sei onde estava a caneta
O papel branco ficou estático
Mas eu bem lembro da faceta
De um coração nada apático.


Hoje meus versos estão digitais
Não que eu os ache assim mais belos
Mas talvez desse modo eu os sinta vitais
E continue a construir seus elos.


Numa folha qualquer a esmo
Volto a versar versátil
Um pensamento mesmo.


Na linha da inconseqüência
Ignoro o poder da dor
Esvaiu-se a consciência.

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