- Mas você acha que vale?
- Não sei. Depende de você.
- Por que você coloca a responsabilidade nas minhas mãos?
- Porque a decisão é sua.
- Não sei se sou capaz de decidir isso sozinha...
- Não posso te pedir uma coisa dessas...
- Hunpf.
- Hum...
- Você sempre fica quieto, né?!
- Ahã.
- Monossilábico...
- É.
- O que eu faço, hein?
- Já te disse. Não posso decidir por você.
- Mas o que você quer? O que quer de mim?
- Não sei...
- Se você não sabe...
- Não sei se quero...
- Se me quer?
- Sei lá. Não. Quero você. Mas assim...?
- Assim como?
- Não como está.
- Ok. Então você só me quer de outro jeito. Mas é impossível agora!
- Eu sei. Então, o que você sugere?
- Anh??
- Qual a sua ideia?
- Não há nada pra sugerir... Não tenho ideia.
- Eu sei...
- Mas eu sei o que eu quero. E você?
- Isso adianta?
Foi assim que não aconteceu nada entre duas pessoas.
terça-feira, 7 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Constatação do tempo
Tempo de céu claro em São Paulo.
Temperatura entre 18° e 25°.
No Rio, nuvens carregadas cobrem o dia,
Depois de uma seca de dez meses.
Temperatura entre 18° e 25°.
No Rio, nuvens carregadas cobrem o dia,
Depois de uma seca de dez meses.
sábado, 4 de julho de 2009
Você sabe...
Às vezes sou só meio louca
Outras, sou muita coisa.
Pode ninguém me entender
Ou fingir que não vê.
Mas tem horas que é assim
Você se desculpa e eu digo "sim".
Pronto. Tudo de novo novamente.
De tudo posso ser, menos indiferente.
Outras, sou muita coisa.
Pode ninguém me entender
Ou fingir que não vê.
Mas tem horas que é assim
Você se desculpa e eu digo "sim".
Pronto. Tudo de novo novamente.
De tudo posso ser, menos indiferente.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Qual o limiar?
Acho que perdi o timing...
Até em sonho fiquei de cara no chão.
Deixei-me dominar
E fiz besteiras pra disfarçar
O medo que eu tive em não ter.
Me arrependi de umas
Mas nem deu pra perceber
Se no crivo alheio o julgamento
Ignora qualquer tormento
E faz, próprio, o pensamento
De tudo que existe pra ser.
Enxugo-me.
E espero agora
Que seja dada a hora
De não ter mais o que dizer.
Acho que perdi o timing...
Até em sonho fiquei de cara no chão.
Deixei-me dominar
E fiz besteiras pra disfarçar
O medo que eu tive em não ter.
Me arrependi de umas
Mas nem deu pra perceber
Se no crivo alheio o julgamento
Ignora qualquer tormento
E faz, próprio, o pensamento
De tudo que existe pra ser.
Enxugo-me.
E espero agora
Que seja dada a hora
De não ter mais o que dizer.
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