sábado, 2 de janeiro de 2016

Aburrida

Te escribo poesía
Te echo en demasía
Te pienso de todo
Te suspiro 
Te siento
Te espero
Te quiero.
Y tú?
De bromas.
De chistes.
De risas.
Me aburres de tal forma
Que a veces prefiero 
 Gustar de ti sola.

Demás

Te echo de menos.
No es correcto decir eso
Tendría que ser
Te echo demás.
En demasía
Tu ausencia me hace
Quererte más.
Como llamar eso de menos?
Estoy echándote de mucho
De muy, de montón
Porque cuanto pienso en ti
No existe pensar de menos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Declaración al mar

A veces quería tenerte en un cajón.
Pequeñito para caber en mis manos
Como si fuera un secreto.
Quería tenerte así como eres
Porque tú me gustas en todas tus formas.
Mismo cuando estás nervioso
Y prefieres que nadie te aburra.
Hasta tu frialdad es única 
La única capaz de calentarme.
Todo eso no es nada complicado 
Es amor, en pura forma.
Un amor que me duele en el pecho
Si me quedo lejos de ti.

Cuando


Cuando como
Cuando bebo
Cuando sonrío.
Cuando me despierto.
O cuando estoy de pereza.
Cuando tengo miedo.
Cuando estoy lejos.
Cuando abro los ojos.
Si olvido las horas
Si espero cada hora
Si quiero ahora.
Cuando estoy feliz
Cuando estoy triste
Cuando estoy yo
Cuando yo no estoy.
Cuando elijo a mi ropa
Y cuando la saco.
Cuando todo lo que sé
Es que todo cuando
Es un cuando especial 
Diferente de antes.
Desde que te conocí
Mis mejores cuandos son para ti.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016 - 2

Saí do meu emprego.
Saí da casa dos meus pais.
Saí do país.
Senti empolgação.
Senti medo.
Senti frio:
Perdi o certo.
Perdi o mimo.
Perdi o jeito.
Fiquei pobre.
Fiquei dependente.
Fiquei imigrante.
Mudei o texto.
Mudei o eixo.
Mudei a língua.
Ganhei respeito.
Ganhei direito.
Ganhei mesmo.
Tomei coragem.
Tomei atitude.
Tomei novo rumo.

Obrigada 2015 por me permitir tanto.
Que em 2016 eu possa sair, sentir, perder, ficar, mudar, ganhar e tomar ainda mais.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2016

Frio na barriga. 
Aquela vontade de começar de novo.
Mas eu não tenho nada de novo.
Não quero nada diferente.
Já tenho o meu frio na barriga.
Levo comigo a excitação de fazer
Tudo sempre como a melhor vez.
Ano novo é só um número
O que muda e o que fica
Não tem nada a ver com isso.
Esse ano mais uma vez,
Não quero mudar nada.
Tenho os melhores presentes
Mesmo os tapas na cara
Foram perfeitamente combinados
Pra me deixar com mais vontade
De sentir mais um frio na barriga.
Eu to é muito da agradecida
E louca pra fazer tudo outra vez
Agora com você do meu lado.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Muda

Às vezes não sei em espanhol 
Em português também não sei
Não sei verbalizar
Escrever é quase impossível 
É aquilo que eu queria dizer
Mas fiquei só balbuciando 
Atropelando umas sílabas.
Vai ver, deve ser, não sei
Minha língua já esqueceu como é
Ficar longe da sua
E não funciona pra nada,
Me deixou muda.
Pero no me hace falta
Sem você aqui
Não preciso mesmo de saliva
Posso guardar minha voz
Pra te falar depois sem dizer 
O que eu sinto aqui calada.