sexta-feira, 8 de março de 2013


Você nasceu mulher. Não precisou escolher como vir ao mundo. Mas sabe que se fosse pra escolher, ainda teria decidido sair para a vida assim.
Ser mulher dá trabalho. Muito trabalho. É difícil cuidar de si mesma, controlar as emoções, segurar as tpms, menstruar quando não quer.
É cansativo ter jornada dupla, pensar na família, ser as rédeas da vida de outros.
Mas por isso que é tão maravilhoso.
Saber que um dia, ou já hoje em dia, alguéns vão depender dessa força. A vontade de ter o melhor.

As mulheres não ganharam só as lutas pelos direito de voto, direito ao trabalho, acesso ao anticoncepcional. Todos os dias milhares de lutas são ganhas por aquelas mulheres que se tornam independentes, que sofreram e se reergueram. as muitas batalhas do machismo reforçam sempre que é importante continuar lutando.
Seja pra sair de um caminho sem saída, para encontrar uma nova direção, para lembrar que há muitas formas de ser feliz. E de ser mulher.

O dia de hoje é para lembrar de muitas que não atingiram o destino desejado. Para lembrar daquelas que neste momento não sentem o “doce pesar” de ser mulher, mas sim a mão de outro pesar por ela ser Mulher.
Para lembrar de que somos felizes sendo glamourosas!!!

Que os clichês não destruam os valores. Que se possa rir deles quando convier e se possa repugná-los quando for preciso. Riremos do preconceito. Mas não com ele.


Vi essa passagem judaica que é lida todo shabat, todas as noites de sexta, durante o ano inteiro. Não só um dia, como o mundo se dispôs a fazer. Mas sim lembrando sempre daquela que traz à vida e que continua dando a vida pra quem ama.

Que sejamos todas felizes hoje. Todas as sextas do ano. Todos os dias de nossas vidas. Parabéns!


“Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Seu valor excede em muito o das jóias. O coração de seu esposo confia nela, benefício não lhe há de faltar. Ela o trata com bondade, nunca com maldade, todos os dias de sua vida. Ela procura lã e linho e trabalha de bom grado com suas mãos. Ela é como os navios mercantes; traz seu alimento de longe. Levanta-se enquanto ainda é noite, alimenta seu lar e estabelece as tarefas para suas criadas. Ela avalia um campo e o adquire; de seu lucro planta um vinhedo. Ela cinge seus lombos com a força e dobra os braços.
Ela está ciente de que seu empreendimento é proveitoso; sua lâmpada não se apaga à noite. Ela põe suas mãos sobre o fuso, e suas palmas empunham a roca [de fiar]. Ela oferece sua mão ao pobre, e estende suas mãos ao necessitado. Ela não teme por seu lar durante o frio, pois toda sua família está vestida [e aquecida] com lã escarlate. Ela faz sua própria tapeçaria; suas vestes são de fino linho e púrpura. Seu marido é famoso nos portais, quando ele senta-se com os anciãos da terra. Ela fabrica roupa branca e [a] vende, ela provê cinturões aos mercadores. Força e dignidade são seus trajes; ela olha sorridente para o futuro. Abre sua boca com sabedoria e o ensinamento da bondade está sobre sua língua. Ela observa a conduta de seu lar e não come o pão da ociosidade. Seus filhos levantam-se e a aclamam; seu marido a enaltece [dizendo]: "muitas filhas têm feito obras meritórias, porém tu superaste a todas elas! O encanto é enganoso e a beleza nada vale; uma mulher temente a D’us é a que deve ser louvada. Elogiem-na por suas realizações, e que suas obras louvem-na nos portões."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Oferenda

Joguei a oferenda no mar
Rezei pra iemenja
Brinquei com conchinhas
Mais do que podia imaginar.

Dancei cumbia sem dançar
Arrisquei um passo a frente
Pulei algumas etapas
E no final já estava sem ar.

Subi mais um andar
Sem medo de tropeços
Quando olhei ao redor
Vi que ali era meu lugar.

Não sei mais esperar
Pra fazer tudo outra vez
Nem um dia passou
E já perdi minha sensatez.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Me recuso

Eu me recuso
Me recuso a escrever pra você
A pagar paixão
A demonstrar meus sentimentos
Me recuso a dizer qualquer coisa
A mostrar que to triste
Que achei que seria com você
Mas não vai ser
Me recuso a afirmar pra mim
Que a felicidade não vem assim
E que não é nosso o juntos
Me nego a dizer que estava aí,
Caindo nessa armadilha
E sendo ingênua mais uma vez.
Me nego a achar que sou boazinha
E que acredito na índole alheia
Me frustro ao saber que não é o fim
E que ainda tenho muitos começos
Sem final feliz.
Me nego de tudo que posso pra não sofrer.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sonho

Nao queria acordar depois de passar a noite com você.
Pena que foi só em sonho.

Enredo

Eu tinha um coração inteiro no começo do carnaval.
Mas decidi sentir na pele.
Carimbei minha vontade
De ser Mais próxima de você.
Talvez tenha sido artificial
Como uma tatuagem de banca de jornal.
Ou então eu eh que coloquei
O sentimento na hora errada...
Vai saber? O que aconteceu
Eu nao sei dizer.
Mas seja o que for
Onde antes nao havia nada
Tenho uma pele manchada
E a saudade de nao ter criado
Nenhum enredo pra esse samba
De um carnaval meio furado.

Cancelado

Embarquei.
Numa ilha perdida
Num caminho vazio
Fiquei ancorada.

Fantasiei.
Minha roupa escolhida
Ansiedade em pavio
Tava sedada.

Mareei.
Minhas ânsias doídas
Coragem por um fio
Nao tava acordada.

Cancelei.
A vontade moída.
Um pouco alem de frio.
Nao to mais apaixonada.

Terça magra

Faço o que com esse buraco no meu coração?
Mais um suspiro e você me diz nao.
Na verdade eu nem ouço sua voz...
Ta sem som essa canção.

Que vontade dessa realidade
Mas aí aprendo o que eh saudade
Sem nem mesmo ter vivido isso
E nem ter mais minha vaidade.

Posso fazer buscas pelo mundo
Gritar bem alto o que sinto no fundo
Sem saber mesmo se no final
Um dia a gente fica junto.

Sei lá, sabe. Essa coisa de carnaval
Você pode achar tudo muito legal
E aí perceber que diante dessa vida
Louco eh achar alguém nosso=igual.