quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pois

De repente olho as unhas roídas...
Tento lembrar em ser otimista
Mas não esqueço minhas promessas...

Depois, é preciso viver...
Mas viver de que?
Nesse tempo não há pressa...

Remonto um castelo
Na busca de me fingir segura.
Meu rubor, no entanto, me confessa.

Pois:
Que cresçam as unhas.
Quebrem-se as promessas.
Vivam-se com calma.
Derrubem-se as muralhas.



Só não me acordem para o jantar.

Tola

Nada além sai de minha boca
Não sei quem roubou minhas palavras...
O que será que ocorre?
Minha voz continua rouca.
Num suplício que não vem
E nem traz uma lembrança
Fico à mercê da memória como tola.
Um momento apenas
E eu esqueço jamais
De todo passado que ficou para trás.

A dois

Boa é a hora em que o silêncio sucumbe ao beijo.

sábado, 27 de setembro de 2008

Amarelos e azuis

Quais cores serei capaz de enxergar,
Se sem vida, em cacos está meu olhar?
Nem sei se é vidro,
Ou se é espelho
Que me cega a tal ponto!
De uma rapidez inebriante...
Parece até mentira quando conto!
Quero ir pra esse lugar
Onde amarelos parecem par
De azuis infinitos
Constantes como nunca existiu
Longe desse meu novo lar.

Imagem

Nesses meus olhos de vidro
Não vejo nada além do mesmo.
Uma imagem congelada.
Sem auto controle,
Remoto é meu desejo
De apenas dar movimento.
Um pouco pra fingir
E um pouco pra crer
Que meu anseio é menos do que vejo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Por essas e outras

E se não fosse você a me procurar,
A me contar mentiras que eu não saberia inventar,
A dizer que sem fim é um sonho que recomeça no presente,
Que na luta, há corpo resistente.
Que a derrota é apenas um fantasma,
Que no coração, como dor, espasma,
E que onde estiver a culpa,
A ruptura será inevitável.
E por isso, nesse sei lá o que,
Nese discurso previsível,
Que permaneço, como não posso,
Desse meu jeito estável.