quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Oblíquo

Cheguei procurando por poesia 
Mas esse chão me gélida ainda mais
Não sei onde estão os meus pés.
Perdida nesse labirinto de becos,
Como é que a vida aqui se faz?

Eu que sempre sonhei com o dia
Em que alguém iria fazer uma análise... 
Meus dedos não sabem o que fazem.
Escrevendo esse monte de versos,
Aqui só se fala em ênclise? 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mulherzinha


Meio indefesa
Meio indecisa
Completamente perdida
E sem medo algum
Apenas leve
Sem pressa
Pedindo pro tempo parar
E deixar que eu continue 
Assim meio frágil
Pra você vir cuidar.

Por las calles de Madrid II

Por las calles de Madrid
Otra vez me dejas así
Como una mujer
Que nunca me permito ser.
Por las calles de Madrid 
Otra vez quiero volver 
Y hacer mucho más 
Que hicimos de la otra vez.
Por las calles de Madrid 
Y por todo el mundo
Solo quiero ser otra 
Quien fui contigo
Por las calles de Madrid.

Nada

- que decías?

- estoy de salida 

- ok. Nos vemos mañana.

- no. no habrá mañana.

- como no?

- así: n-o.

- por que?

- tu lo sabes. Piénsate.

- ...

- ...

- no hice nada

- ok. 

- te ayudo con la mala.

sábado, 22 de agosto de 2015

Cabô

- já acabou...

- então ta.

- ta?!

- você afirmou

- você concordou?!

- se eu discordar você reclama

- às vezes discordar é o certo

- ta. Já acabou?!?! Como assim?!

- irônico 

- exigente 

- não quero que acabe

- mas já acabou. Você disse

- eu disse. 

- quer recomeçar?

- não dá. Já acabou.

DR

- você nunca me amou de verdade

- lógico que sim

- eu sei que você acha isso. Mas não.

- por que você acha que as pessoas só podem amar do seu jeito?

- eu preciso de alguém que me ame do meu.

- não dá. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Frio na barriga

- É normal, isso?

- o quê?

- esse frio na barriga. É?

- não sei.

- e se eu...?

- não tem como. Vai sentir isso do mesmo jeito

- verdade.


...


- posso sentir de novo?

- o quê?

- esse frio na barriga. Acho que viciei.