segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem saber

Muito ruim dizer menos que a verdade, travar a vontade e fingir "nada".
Se eu pudesse, abriria a boca com toda a força pra dizer o que você já sabe.
Mesmo que fosse repetição, ouvir de novo e dividir a obsessão não é desejo somente.
Quero dizer que alguém que sente sabe que até o platônico consegue sentir algo de volta.
E eu, por maior a loucura, ou pra afogar meu desespero, preciso ser honesta comigo mesma e gritar pro mundo inteiro:
- Eu não sei amar. Mas sei que...
E, assim, sem ter o que dizer, você ri, me abraça e nem sabe por quê.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Caderno novo

Entrei na livraria como alguém que invade ensanguentado a emergência de um hospital. Preciava de algumas resmas para a minha cura. Eu não sabia que ficaria tão perturbada...
Rodei as sessões sem conseguir decidir o que ver primeiro. Meu olhar estava incapaz de focar-se em um livro apenas. Não havia concentração suficiente nem para me fazer acalmar e perceber que não havia livro na minha frente. Eu estava parada, no meio do corredor da livrariasem saber se chorava ou se sorria.
Meus dedos foram buscar a solução e em pouco tempo eu folheei uma dezena de capas e páginas. Mas não lembro-me de nenhum título. Eu queria que um qualquer se atirasse em cima de mim e me dissesse:
- Sou eu! Sou eu o que você procura!
E aí, num passe de mágica, eu teria em minhas mãos, em preto e branco, tudo o que eu gostaria viver. A cada dia ele se reinventaria para que eu nunca o colocasse de volta em seu lugar e para que eu nunca procurasse um substituto.
Uma história nova por dia. E ponto. Novos dias, novas emoções da dupla inseparável. Eu e ele. E ele sempre a me agradar...
Enquanto eu admirava as minhas ilusões, me deliciava com a minha imaginação, percebi que não haveria solução. Depois de ser esbarrada por um decidido e realista na livraria, me dei conta. Nesse mundo não haveria alguém a me contar as histórias exatamente como eu as queria. Ninguém seria capaz disso.
resistindo à crença em mim mesma, dei por declarada a derrota e comprei um caderno novo para mim. meu livro sou eu mesma que terei que escrever.
Na fila do cinema, as pipocas por inteiro desciam goela abaixo. Não havia saliva para diluir todo aquele estouro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Agosto

Mês do desgosto.
Mês de um gosto tão grande...
De um ano de agosto a outro
Nada além de tentativa de gosto...
Mas agosto, como ele mesmo diz:
Não há gosto algum.
A-gosto.
Não sobra nem um pouco!
De tanto mês, a gosto da vez,
A vontade acaba na estação
Que muda apenas a gosto
De quem não quer ter desgostos
em uma distância ou na contra-mão.

Sem regras gramaticais,
Ou a gostos da autoria,
Agosto é o mês
Onde começa e termina a alegria.
Sempre a gosto do freguês.

Breve descrição

Sou carioca, artista, escritora, louca, poetisa, vulnerável, apaixonada, publicitária, estudante, intensa, desorganizada e exagerada. Sei muita coisa. Mas, ainda não sei como arrumar meu quarto e o que fazer com tanta sinceridade.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Na minha praça

Vem chegando o momento
E a ansiedade não passa.
Não sei o motivo...
Não acho a menor graça
Em saber que meu sorriso
É maior em outra praça.
Enquanto o tempo pára
Ninguém mais disfarça
Que a alegria existe
Mas que sem você é escassa.
Posso dizer que só o que preciso
É de um pouco mais de raça
Pra assumir que sem você
Não vai haver mais desgraça.
Preciso parar de temer
Viver sem seu abraço.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Realidade

É no meu sonho
Que tudo fica tão real,
As emoções são verdadeiras
E não há ilusão alguma.
É nessa fantasia
Que tenho certeza da veracidade,
Que sei que os fatos existem de fato
E que o resto a gente arruma.
É na minha vontade
Que percebo toda a alegria,
Que meu medo não me deixa
trazer pra realidade
Sem existir na minha sanidade.

Uma loucura se apruma
Na minha felicidade.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coisas que só acontecem comigo

Coisas que só acontecem comigo...

Eu fui malhar hoje cedo, como sempre. Tudo normal...
Só um atraso básico que me fez acelerar os preparativos para vir ao trabalho.

Eu fui pra garagem pegar o carro (sendo que ontem, às 23h eu cheguei em casa da natação e resolvi parar na vaga mais difícil do prédio - que tem que ser de ré e tem obstáculos!).
Arranhei de leve o parachoque e saiu um pouco da tinta ali...mas nada demais... Nada demais, pai!!!!! Juro!!!!
Nada que uns 50 reais no máximo não resolvam ...

Hoje, na pressa, desci correndo, esquecendo de tudo.
Tive que pedir pra Jã, a empregada lá de casa, colocar na portaria um saco com o que faltava.
Mó corre corre!
Eis que, ainda entrando no carro, quando fui passar pelo pequenino e estreito espaço entre o veículo e a parede, pá!!!!
Não sei o que aconteceu! Acho que apaguei!
Só sei que bati a cabeça na porta (que eu já tinha aberto) dos dois lados!
Entrando no carro algo aconteceu e não sei o que foi!
Mas bati o olho na porta e a cabeça na parte onde a porta fecha.
Como se eu tivesse virado o recheio do sanduiche da porta do carro!

Enfim, agora to com o olho esquerdo mega inchado! como se não bastasse uma espinha interna gigaaaante perto da boca que tá simpelsmente tão grande, mas tão grande, que o lábio tá até meio inchado por causa dela também!!!!

Ufa!

Sendo que ontem o meu porteiro que não gosto me mandou parar na outra vaga. Mas eu não quis porque na outra vaga alguém poderia me deixar presa hoje de manhã...

Fim das contas, parei na vaga que quis, arranhei o carro e bati a cabeça em 2 lugares!