quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Seu som

Na sonoridade das suas letras
Encontro o fonema ideal:
O que eu quero.
Sem aliterações.
Sem alterações.
Não sei bem o que ocorre...
O som invade a minha boca
E percebo que já não posso mais.
Já está na minha língua
Já é parte de um alfabeto particular.
A minha saliva degusta cada sílaba...!
Como um sentimento sonoro
Apenas enaltecido
E que só é reconhecido
Quando chamo, amo, clamo seu nome.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um e outros

Para um escritor, nada pior que o silêncio para exprimir o que mesmo boas palavras são incapazes de.
A outros uns, apenas poucos raros e leves suspiros.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ratos

Não seria minha?
A culpa por crer, por esperar, por querer demais...
Por acreditar na palavra alheia,
Por confiar em verdades ditas em falsidade?

Não seria minha.
Por uma enganação
Por um fingimento,
Uma decepção trazida pela covardia.

Mas eu sei da minha culpa.
Eu sei.

Meu mundo é feito por homens.
Meu mundo é feito de ratos.
No entanto, roídas,
Sempre e culpadas,
Somente as minhas.

Frase pronta II

O seguro morreu de velho.
E sem histórias pra contar.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Entrega

Escrevi mais de um milhão de cartas...
Mas minha caixa do correio está vazia.

Um

Uma sintonia.
Um denominador.
Uma semântica.
Um amor.
Um lado.
Um verso.
Uma saudade.
Uma frase.
Uma espera.
Uma traição.
Uma culpa.
Uma memória.
Uma perda.
Um desejo.
Uma paixão.
Um sempre.
Um de muita coisa.
Um de tudo.
Mas um só, nunca são dois.

Novidade

Nunca achei que existisse essa sensação:
Estou engolindo a seco.