segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Assédio

Podem me julgar. Mas não estou nem aí pros 20 centavos, pra coleta seletiva ou pra matança das baleias. Não que eu não me importe com causas grandes como essas. Mas é que infelizmente sou defrontada constantemente com causas maiores que essa. Hoje, pela quarta vez na minha vida, fui assediada sexualmente. 
Não tenho mais o direito de ir e vir como bem quiser porque se uso um shortinho jeans estou praticamente induzindo um babaca a enfiar a mão no meio das pernas! Não, eu não pedi isso. Ainda que eu estivesse pelada rebolando até o chão, isso não garante a ninguém o direito de encostar a mão em mim.
Foi a quarta vez. Quarta!!! Já disse isso? A quarta vez que um homem em toda a sua superioridade imbecil masculina se assume no direito de violar o corpo de uma mulher, o meu corpo. O pior: e a coragem pra enfrentar um grupo de marmanjos bêbados? Provavelmente amigos desse idiota e que o defenderiam dizendo: "mas ele só ta bêbado". 
Não. Não. Não e não.
Essa é a hora que me irrita e me envergonha morar nesse país. Essa cidade que se diz a mais perfeita do mundo, que diz ter mulheres lindas mas não faz o mínimo que é respeitar o próximo.
Eu chorei hoje. Quem me conhece sabe que isso não é do meu feitio. Mas chorei. Pela impotência de não fazer nada depois de sentir a mão de um estranho em um lugar onde não ninguém entra sem o meu consentimento. 
A minha vontade era de quebrar a garrafa de vidro na cabeça dele. Meus amigos me seguraram, talvez por receio de uma retaliação dos comparsas desse babaca. 
Eu estou decepcionada. Triste. Puta mesmo, no português claro.
Porque nada, nada, nada justifica o que esse imbecil fez comigo. 
E agora a única coisa que tenho a fazer é lamentar e me "conformar" porque essa não foi a primeira vez e talvez não tenha sido a última. Que merda de lugar. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Timing

Você chegou cedo demais.
Veio antes da hora.
Adiantado pro seu tempo.
Eu em outro momento
Não posso esperar o seu
Até porque você ainda nem sabe
Quando vai chegar
A sua vez de se assentar.
Não, não posso esperar.
Adoraria, até queria...
Mas você não me deixa
E mesmo assim, não vou aguentar.
Eu queria te encontrar em outro tempo.
Mas as coisas às vezes são assim...
E mesmo eu querendo muito, não adianta, não dá.
Não adianta ser o certo na hora errada.

Alguém

Acabou mesmo.
Sem nem começar
Sem tempo pra respirar
Sem ar. Estou sem ar.
Chama a polícia ou o bombeiro
Alguém há de me acudir
Ou médico e curandeiro
Que assim não dá pra ficar.
Já passei daquele limite
E agora não tem mais remédio 
De volta a esse tédio
Não resisto muito tempo.
Alguém vem me acudir?
Antes que eu saia por aí
E nunca mais saiba voltar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Não sei nada

Você descobre que q sua vida não é uma novela.
Que tem coisas que não acontecem só com o Botafogo.
Que a vida não imita a arte.
Que as coisas vão sim se encaixar, mas que vai demorar pacas.
Que o tempo sozinho não é o melhor remédio.
Que não dá pra levar tudo a sério.
Que sonho e imaginação são lindos, mas não são reais.
Que você pode ter tudo na vida e ainda faltar alguma coisa.
Que você pode ser honesto, verdadeiro e sincero e isso não garante recompensa.
Que muita coisa não se conquista por insistência.
Que às vezes dói mais do que a gente pensava.
E que você nunca sabe se o caminho era o certo até chegar ao final.
Tem muita coisa que a gente aprende ao longo dos anos.
Mas quanto mais o tempo passa, mais percebo que no fundo não sei nada sobre a vida.

Conta

No espaço de uma semana:
Desmarquei 2 encontros,
Recebi 1 declaração,
Conheci 4 caras,
Fui convidada 5 vezes pra sair.
E, somando tudo isso,
Vendo tanta possibilidade,
Na minha cabeça me vem 1 certeza:
Desse total eu só precisava mesmo de você.

Garotos

Pedro, Wil, Augusto, Diego, Diogo, Rafael, Pedro, Fábio, Luis, Javier, Bernard, Cadu, Steve, Shey, Gustavo, Mateus, Cláudio, Felipe, Marcos, Fred, Laerte, Guilherme, Samuel, Leandro, Rodrigo, Daniel, Duda, Danilo, Victor, Vinicius. 
De todas as histórias possíveis, fico mesmo com as piadas do menininho de sempre.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Só

E então somos estranhos
Como se nunca tivéssemos cruzado
Nossas vontades em uma só.
Somos distantes. Sem nós.
Apenas você. Apenas eu.
Sem previsão. Deu tudo errado.
Quando foi que isso se deu
Nem diferença mais faz.
Aqui o amor mais uma vez jaz
Antes mesmo de ser realizado.
Dói no meu e talvez no seu,
E no seu rosto tento me ver
Terminou assim sabe lá o quê
E só, a saudade ficou do meu lado.