Posso repetir a pergunta?
O que vale a pena,
Ignorar a certeza que não vem
Ou fingir que está tudo bem?
Posso fazer os dois?
Ao mesmo tempo,
Brinco de ser normal
E você de ser real.
Posso acreditar em tudo?
Engano a minha razão,
Lembro de uns dias
E gravo só alegrias.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Migração
Soprei de leve
De mansinho
Foi só um
Fuuu...!
E o vento
Se encarregou sozinho.
Levou de cá
Lá pra distante
Meu ar...
Sorri.
E tudo
Foi mais que instante.
Agora volta
Um pouco de pressa
O coração.
Pois no verão
Nenhum amor regressa.
De mansinho
Foi só um
Fuuu...!
E o vento
Se encarregou sozinho.
Levou de cá
Lá pra distante
Meu ar...
Sorri.
E tudo
Foi mais que instante.
Agora volta
Um pouco de pressa
O coração.
Pois no verão
Nenhum amor regressa.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Durante tanto tempo
Tudo que eu precisava saber
Era o que você queria de mim.
E, depois de tanto me ater,
A única coisa que sei, enfim
É que não há nenhum prazer
Em saber que você
Não sabe nada de si mesmo
Além do que não quer dizer.
Em uns nãos
Em meio a sim
Percebi sei lá.
Ou, ainda não.
Era o que você queria de mim.
E, depois de tanto me ater,
A única coisa que sei, enfim
É que não há nenhum prazer
Em saber que você
Não sabe nada de si mesmo
Além do que não quer dizer.
Em uns nãos
Em meio a sim
Percebi sei lá.
Ou, ainda não.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Curva reta
Nem em minha felicidade
Escondo meus medos
Segredo minha ansiedade.
Fosse a minha majestade
Certeza de acertos
Sobraria mendicância.
Mas nas palavras de um sábio
Não há ilusão criada
Que não pelos próprios lábios
De quem ouve de forma errada.
Será preciso, então, ao começo
Lembrar que na mesma reta
Pode haver um desvio, ou tropeço
Pra curvar na direção da seta.
Escondo meus medos
Segredo minha ansiedade.
Fosse a minha majestade
Certeza de acertos
Sobraria mendicância.
Mas nas palavras de um sábio
Não há ilusão criada
Que não pelos próprios lábios
De quem ouve de forma errada.
Será preciso, então, ao começo
Lembrar que na mesma reta
Pode haver um desvio, ou tropeço
Pra curvar na direção da seta.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
No seio
São meios
As minhas meias palavras
Que dizem em sílabas
O tudo inteiro.
Em linhas
Sem separar nomes
Que eu ainda sei
Pronunciar direito.
Nas vozes
O silêncio do verbete
Dito em semi tom
Não parece galanteio.
Entre umas
Às vezes é na mão
Que outra expressão
Mostra a que veio.
À hora
Quando estiver no recreio
Entre azar, sorte e jogos
Dilui-se o receio.
As minhas meias palavras
Que dizem em sílabas
O tudo inteiro.
Em linhas
Sem separar nomes
Que eu ainda sei
Pronunciar direito.
Nas vozes
O silêncio do verbete
Dito em semi tom
Não parece galanteio.
Entre umas
Às vezes é na mão
Que outra expressão
Mostra a que veio.
À hora
Quando estiver no recreio
Entre azar, sorte e jogos
Dilui-se o receio.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Pequenos passos
Será que eu posso
Assumir só um pouquinho.
Assim, sem medo
Devagarinho
O que tento esconder todo dia?
Bem de leve
Até de mansinho
Eu posso dizer que finjo
Mesmo de mentirinha
Só pra te dar alegria?
Não precisa dizer nada
Só faz um esforcinho
Enquanto eu ando
Não sai do meu caminho!
Fica do lado, de guia?
Pra apenas saber se posso
Apesar do desalinho
Das lembranças que não tenho,
Fazer um qualquer beicinho
E expulsar a melancolia.
Assumir só um pouquinho.
Assim, sem medo
Devagarinho
O que tento esconder todo dia?
Bem de leve
Até de mansinho
Eu posso dizer que finjo
Mesmo de mentirinha
Só pra te dar alegria?
Não precisa dizer nada
Só faz um esforcinho
Enquanto eu ando
Não sai do meu caminho!
Fica do lado, de guia?
Pra apenas saber se posso
Apesar do desalinho
Das lembranças que não tenho,
Fazer um qualquer beicinho
E expulsar a melancolia.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Uma garrafa de água
Algo me diz
Que nos meus novos vícios
Encontro menos.
Não sei nada
Sobre os tantos artifícios
Que todos nós temos.
Eu ainda temo
A queda nesse precipício
No voar lento.
Enquanto à toa escrevo
Me pesa um edifício
Que não derruba o vento.
Que nos meus novos vícios
Encontro menos.
Não sei nada
Sobre os tantos artifícios
Que todos nós temos.
Eu ainda temo
A queda nesse precipício
No voar lento.
Enquanto à toa escrevo
Me pesa um edifício
Que não derruba o vento.
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