Busco musos.
Corro atrás de amores escusos
De fato, não amo ninguém
Apenas idolatro o que me convém.
Sem me preocupar com nada,
Procuro no desdém
A razão pra continuar
Amando sempre em vão.
(original: 06/11/2007)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Essa é de 08/01/2008
Eu que sempre poetizei em saliva
Os versos que nunca escrevi
Transcrevo a tristeza que me ativa
Pelos poemas tolos que esqueci.
Não sei onde estava a caneta
O papel branco ficou estático
Mas eu bem lembro da faceta
De um coração nada apático.
Hoje meus versos estão digitais
Não que eu os ache assim mais belos
Mas talvez desse modo eu os sinta vitais
E continue a construir seus elos.
Numa folha qualquer a esmo
Volto a versar versátil
Um pensamento mesmo.
Na linha da inconseqüência
Ignoro o poder da dor
Esvaiu-se a consciência.
Solução
Preso,
Amarrado,
Castigado,
Sentenciado.
Devo ter endoidado.
Preciso fugir de mim.
(original: 31/01/2008)
Amarrado,
Castigado,
Sentenciado.
Devo ter endoidado.
Preciso fugir de mim.
(original: 31/01/2008)
Efeito
Defeito é
Termos.
Feitos um
Para o outro é
Inegável.
Não há feito.
Maior que o defeito,
É achar que nesse leito
Não é possível sonhar.
Enquanto me deleito,
Um feito espera
O defeito passar.
Com todo respeito,
Mesmo o mais perfeito,
Ninguém sabe amar.
Termos.
Feitos um
Para o outro é
Inegável.
Não há feito.
Maior que o defeito,
É achar que nesse leito
Não é possível sonhar.
Enquanto me deleito,
Um feito espera
O defeito passar.
Com todo respeito,
Mesmo o mais perfeito,
Ninguém sabe amar.
Às vezes
Não sei porque
Eu teimo em dizer
Que vai ser tudo perfeito
Quando eu crescer.
Essa minha ilusão
Que brinca de sentir
Anda mesmo sem respeito
O que vamos fingir?
Sem uma sombra
Mantenho a dúvida
Dessa causa com efeito.
Eu teimo em dizer
Que vai ser tudo perfeito
Quando eu crescer.
Essa minha ilusão
Que brinca de sentir
Anda mesmo sem respeito
O que vamos fingir?
Sem uma sombra
Mantenho a dúvida
Dessa causa com efeito.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Seu som
Na sonoridade das suas letras
Encontro o fonema ideal:
O que eu quero.
Sem aliterações.
Sem alterações.
Não sei bem o que ocorre...
O som invade a minha boca
E percebo que já não posso mais.
Já está na minha língua
Já é parte de um alfabeto particular.
A minha saliva degusta cada sílaba...!
Como um sentimento sonoro
Apenas enaltecido
E que só é reconhecido
Quando chamo, amo, clamo seu nome.
Encontro o fonema ideal:
O que eu quero.
Sem aliterações.
Sem alterações.
Não sei bem o que ocorre...
O som invade a minha boca
E percebo que já não posso mais.
Já está na minha língua
Já é parte de um alfabeto particular.
A minha saliva degusta cada sílaba...!
Como um sentimento sonoro
Apenas enaltecido
E que só é reconhecido
Quando chamo, amo, clamo seu nome.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Um e outros
Para um escritor, nada pior que o silêncio para exprimir o que mesmo boas palavras são incapazes de.
A outros uns, apenas poucos raros e leves suspiros.
A outros uns, apenas poucos raros e leves suspiros.
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