terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rapidinha

Em apenas 5 minutos
E parece tudo novo
Como quando uma muda
No deserto é um outro broto.

Avulso

Folhas avulsas não me servem:
Se perdem ao vento,
Vão longe,
Voam sem volta
As memórias viajam ao relento.

Curta

Um roteiro sem clímax,
Constantes de atos sem-graça.
Meu persongaem disfarça
A incessante mesmice
Que nenhum fala disse
Ser o oposto do que é.
O protagonista não mente
Mas o filme se torna um repente
De uma novela barata das oito
Tão ruim,
Quanto sem fim.

Horas

Apenas uma hora
Para que o tempo demorasse um pouco mais
Alguns atos de drama depois,
E seria uma nova estória.
Sem espaços, sem tacos e sem escudos.
Um simples passar de minutos
Nos relógios que não estão mais quebrados.

Tubulação

No vácuo de um cano
Corre um vento seco
Aspirando ar e pó
De algo que acabou mais cedo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Silêncio

Fogos de artifício
Num queimar incessante
Nada agora mais que esse constante.

Lábios mordidos dos lados
Rasgando aos poucos, lentamente
Algo acomete minha mente.

Nas ruas segue o trânsito
Carros fluem acelerados
E tudo sendo levado.

Enquanto...

aguardo quieta.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008